Poucos minutos após o apito final da partida entre Corinthians e Chelsea, no Estádio Internacional de Yokohama, neste domingo (16), a principal rua de São Paulo foi tomada por uma multidão de corintianos extasiados pela conquista do bicampeonato mundial. Por volta do meio-dia, o sentido Consolação da avenida foi interditado na altura do número 900, em frente ao prédio da Gazeta.

Honrando a história do clube de Sócrates, o termo “democracia” se encaixou perfeitamente no contexto: crianças, idosos e até animais estiveram na comemoração, além de um grande número de torcedores que chegava diretamente dos bares com uma “empolgação” extra. “O mundo pode acabar agora porque nada vai ser melhor que isso aqui”, celebrou Renato Alves, que não soube explicar o seu emprego. “Estou por aqui desde ontem a noite e vou ficar até amanhã”, acrescentou.

A presença de jovens torcedores também marcou o evento. Enquanto algumas crianças se mostravam desconfiadas com o agito, outras curtiam a festa e cantavam as músicas da torcida com propriedade. “Hoje, ele vai entender o tamanho do Corinthians”, disse a vendedora Margarete Souza, que levou o filho de sete anos.

Houve também um pequeno número de pessoas que não tinha a menor ideia do que estava acontecendo. Dois holandeses que passeavam pela Paulista perguntaram do que se tratava a festa e aproveitaram para tirar algumas fotos. “É perigoso a gente ficar por aqui?”, questionou um deles. Durante o período de realização da reportagem – entre 11h30 e 14h30 -, nenhum incidente foi notado naquele ponto.

No momento em que a “passeata” alvinegra ganhava a alameda Joaquim Eugênio de Lima, um jogador que não esteve entre os 23 campeões do mundo foi lembrado pela torcida. Ao avistar um rapaz com traços orientais na rua, um grupo de corintianos começou a gritar o nome do chinês Zizao. O coro ganhou força e foi reproduzido por centenas de torcedores.

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