A luta olímpica está fora da lista de esportes permanetes a partir dos Jogos de 2020, de acordo com decisão tomada nesta terça-feira, na Comissão Executiva do COI, realizada em Lausanne, na Suíça.

A modalidade, introduzida no programa olímpico em 1896, só havia ficado fora de uma disputa em 1900. O próprio site do Comitê Olímpico Internacional se refere a luta como “o esporte de competição mais antigo, com exceção do atletismo”.

Em 1896, o programa incluiu em Atenas 1896 uma prova de luta greco-romana, vencida pelo alemão Carl Schuhmann, que no mesmo evento ainda conquistou três ouros em ginástica e participou das provas de lançamento de peso, salto em distância e salto triplo.

Com a decisão de hoje, a modalidade ficará fora deste núcleo ‘vitalício’ de 25 modalidades, após Rio 2016, mas não quer dizer que vá ser automaticamente ser excluída dos Jogos, porque pode seguir como ‘provisório’ já em 2020.

A luta está incluída automaticamente na lista de sete que solicitam presença nos Jogos de 2020: beisebol/softbol, caratê, escalada, patinação, squash, wakeboard e wushu.

Depois da reunião da Executiva, em maio, em São Petersburgo, na Rússia, será feita a escolha do esporte que entrará no programa após os Jogos do Rio. As duas decisões deverão ser ratificadas pela assembleia do COI, na reunião de setembro, em Buenos Aires, na Argentina, a mesma que elegerá a sede dos Jogos de 2020 e o atual presidente da entidade.

Nos Jogos de Londres participaram 344 lutadores, divididos entre 11 pesos de luta livre (sete masculinos e quatro femininos) e sete de greco-romana (apenas masculinos). O quadro de medalhas da modalidade foi dominado pela Rússia, com 11 medalhas, quatro delas de ouro.


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Comissão Executiva do COI decide tirar a luta do programa olímpico permanente