Assistir a um jogo de Copa do Mundo no Brasil não está sendo uma missão fácil. Altos valores, baixa demanda de ingressos, bilhetes falsos e lotes de entradas que acabam em segundos no site da Fifa são fatores que lideram a lista de reclamações do torcedores. Algumas pessoas, contudo, não estão fazendo tanta questão de acompanhar as partidas do Mundial de 2014, mesmo estando dentro dos estádios que recebem a competição.

A reportagem do Virgula Esporte  esteve na última quinta-feira (27) na Arena Corinthians, em Itaquera, para acompanhar de perto a partida entre Bélgica e Coreia do Sul, válida pela última rodada do Grupo H do Mundial, e nem todos os 61.397 presentes ao estádio de São Paulo na Copa estavam realmente se importando com o que acontecia dentro das quatro linhas.

Dentre os adultos fanáticos por futebol, os idosos que acompanhavam o segundo Mundial no Brasil e os adolescentes que desfrutavam sua primeira Copa do Mundo in loco, estavam as crianças. Mais preocupados com o Fuleco a beira do gramado do que com os craques belgas Eden Hazard e Axel Witsel, que estavam no banco de reservas, poupados pelo técnico Marc Wilmots, os pequenos pouco se importaram com a bola rolando e trocaram a vibração das arquibancadas pela interatividade dos jogos eletrônicos que trouxeram de suas casas.

No setor Oeste da Arena Corinthians, um dos locais mais procurados pelos torcedores, por ficar atrás de um dos gols, era possível notar um grupo de sul-coreanos divididos entre o interesse na partida da seleção de seu país e uma missão de Minecraft, popular jogo infantil tipo sandbox cujo objetivo é construir casas e cidades usando blocos e cubos de diversos tipos de materiais.

“Daeeeee-han-miiiinnnnn-guk!”, gritavam os coreanos adultos mais animados a cada ataque de sua seleção, enquanto que seus filhos, na maioria, seguiam sentados desfrutando das tecnologias de seus iPads.

Enquanto o garoto brasileiro assistia o jogo, o pequeno coreano jogava Minecraft

Se nos grupos coreanos a presença de crianças era maciça, o mesmo não poderia ser dito sobre os belgas. Em sua maioria homens, os torcedores se revezavam entre cânticos e silêncio durante os 90 minutos de jogo, mas sempre focado nas quatro linhas.

Entre os brasileiros, a divisão era grande. Enquanto uns queria ver o jogo, outros estavam focado em colocar o xaveco em prática. Em quase todo o estádio, era possível ver torcedores tentando conquistas as belgas e as coreanas. Já as crianças brasileiras, também com seus aparelhos eletrônicos em mãos, revezavam entre uma Ola e uma curta de Real Racing 3 no iPhone.

Além de coreanos, belgas e brasileiros, o estádio do Corinthians recebeu um grande número de torcedores de outras nações, como holandeses, franceses, norte-americanos e mexicanos.

Com a vitória diante da Coreia por 1 a 0, a Bélgica manteve o 100% de aproveitamento na Copa do Mundo e agora encara a seleção dos Estados Unidos na próxima terça-feira (01), às 17h, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

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