Tetracampeão mundial com a seleção brasileira em 1994 e eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa no mesmo ano, o ex-atleta e atual deputado federal Romário completa nesta terça-feira (29) 47 anos de idade. Dono de uma carreira polêmica dentro e fora de campo, onde colecionou brigas, confusões, mais de mil gols e também muito prestígio como sinônimo de centroavante, o ex-atacante de Vasco, Flamengo, Fluminense, Barcelona, PSV, Valencia, Adelaide e seleção brasileira mudou o seu perfil após trocar os gramados pela Câmara em Brasília.

Eleito em sexto lugar como deputado federal representando o Rio de Janeiro em 2010, Romário abraçou a causa e surpreendeu. Ao contrário das confusões dos tempos de jogador, como as brigas com o torcedor do Fluminense e suas galinhas ou mesmo o soco em Andrei, o ex-camisa 11 já propôs e teve aprovadas diversas leis, como a que estimula as pesquisas científicas nacionais ou mesmo a ‘Lei Romário’, registrada em 31 de agosto de 2011, que assegurar a inclusão social dos menos favorecidos, facilitando acesso ao mercado de trabalho da pessoa com deficiência.

Porém, o estilo bocudo e a forte personalidade não abandonaram o ex-jogador. Crítico ferrenho de alguns profissionais do futebol, como o ex-técnico da seleção brasileira Mano Menezes, Romário usa de sua página no Twitter para desabafar e muitas vezes expor sua opinião, mesmo que as vezes de forma pesada, sobre o desempenho e trabalho dos envolvidos com o esporte.

Além disso, o deputado também usa suas ferramentas nas redes sociais para reclamar de alguns serviços públicos e determinadas pessoas.

Contrário a diversos itens inclusos na Lei Geral da Copa, aprovada pelo Governo Federal no ano passado com quatro vetos da presidenta Dilma, Romário voltou a criticar o que foi proposto pela Fifa e mandou um alerta através de sua página no Twitter sobre a Copa do Mundo que será realizada no Brasil (veja na imagem abaixo).

Os elogios e a parte solidária também fazem parte do cartel do Baixinho nas redes sociais. O último a ser exaltado pelo ex-jogador foi Felipão. Ex-desafeto de Romário, o novo treinador da seleção brasileira o barrou da Copa do Mundo de 2002, gerando na época uma situação polêmica entre os dois.

Já sobre as tragédias de Xerém e Santa Maria, Romário mandou seu apoio e realizou partidas beneficentes para ajudar os prejudicados e as famílias dos mortos, tanto os das chuvas como as vítimas do incêndio na boate Kiss. 

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