Detido na segunda-feira acusado de dirigir em estado de embriaguez, o goleiro Johnny Herrera, atualmente no Universidad do Chile e que teve passagem apagada pelo Corinthians em 2006, foi liberado nesta quinta e se livrou de medidas cautelares.

Segundo o advogado do atleta, Cristóbal Guerrero, o tribunal da cidade de Quintero, ao qual Herrera teve que se apresentar, determinou o prazo de 90 dias para a investigação do caso e não adotou medida alguma contra o goleiro.

A decisão alivou a direção de ‘La U’, que temia que o jogador fosse proibido de deixar o Chile. Na próxima quarta-feira, a equipe viajará para o Brasil para enfrentar o Santos na partida de volta da Recopa Sul-Americana. Na ida, houve empate em 0 a 0.

O U deve além disso visitar no próximo sábado ao Wanderers de Valparaíso, na décima primeira jornada do torneio de Clausura.

Após a audiência, Herrera viajou imediatamente de Quintero, a 150 quilômetros a noroeste de Santiago, até a capital, para reintegrar-se aos treinamentos.

Herrera foi detido na madrugada de segunda-feira ao volante de seu automóvel após comemorações pela Independência do Chile, e o exame apontou que em seu organismo 1,06 gramas de álcool por litro de sangue. No Chile, considera-se embriaguez a partir de 0,8 gramas e que uma pessoa está sob a influência do álcool quando marca entre 0,3 e 0,8 gramas de álcool por litro de sangue.

Em 2009, o ex-goleiro do Corinthians atropelou e causou a morte de jovem universitária enquanto dirigia em estado de embriaguez. Nesse caso, o atletas escapou de uma pena maior porque a vítima atravessou a rua em local proibido e porque indenizou a família da jovem em 25 milhões de pesos (cerca de R$ 100 mil).

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