Desconhecido para a maioria dos torcedores brasileiros, o atacante Diego Costa teve a boa fase vivida no Atlético de Madrid, equipe defendida por ele desde 2010, coroada na última terça-feira com a convocação para os amistoso da seleção contra Itália e Rússia, no fim deste mês.

O jogador de 24 anos deixou o Brasil logo cedo para tentar a sorte no futebol português em 2006. Algumas boas atuações com as camisas de Penafiel e Braga renderam uma transferência para a Espanha, onde rodou por equipes menores até se firmar no Atlético, equipe na qual vem dividindo a responsabilidade de fazer gols com o ídolo colombiano Radamel Falcao.

Até agora, Diego Costa balançou a rede quatro vezes pelo Campeonato Espanhol, duas pela Liga Europa e sete pela Copa do Rei, competição da qual é o artilheiro.

Tantos gols renderam ao atacante de 1,88m de altura, muita garra e força física a inclusão na lista de 23 convocados pelo técnico Luiz Felipe Scolari para as partidas contra Itália, no próximo dia 21, e Rússia, quatro dias depois.

“A convocação para a seleção é o melhor que poderia me acontecer. É um sonho, e estou muito contente. Ir à seleção depende de como vão as coisas no clube e de estar bem”, declarou o brasileiro em entrevista coletiva.

“Falta um pouco mais de um ano para a Copa do Mundo e qualquer um gostaria de disputá-la, mas isso é para os melhores. Estar lá passa por ir bem no clube. Sei que é muito difícil, mas tentarei. Pode ser a primeira e a última oportunidade, mas tenho esperança”, completou o jogador, que revelou ter conversado com Felipão antes de ser chamado.

“Ele me telefonou para me perguntar se eu gostaria de jogar pela seleção. Não me disse que seria agora, mas que estava assistindo às partidas e que algum dia me chamaria. Foi uma surpresa”, relatou.

Sobre a atual fase na carreira, Diego Costa considerou estar em um momento muito bom e afirmou estar se sentindo importante dentro do esquema do técnico argentino Diego Simeone.

“Quando fui emprestado no ano passado (ao Rayo Vallecano), sabia que tinha que voltar melhor. Seria complicado, mas tinha esperança. Agora estou muito bem. É preciso aproveitar o momento, e espero continuar assim. Acho que agora estou no melhor momento da carreira e me sinto muito feliz”, comemorou, que destacou a importância de Simeone para essa boa fase.

“O técnico tem uma importância muito grande e me trouxe tranquilidade na forma de encarar os jogos”, resumiu.

Taxado de agressivo por alguns adversários, Diego Costa vê a raça que demonstra em campo como algo positivo e garantiu que não vai alterar a forma de jogar.

“Meu estilo de jogo não mudará, é minha forma de jogar, de brigar, e se estou onde estou é pela forma como venho jogando. Pode ser que seja incômodo porque sempre estou brigando, mas o futebol tem dessas coisas”, finalizou.


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