A presidente Dilma Rousseff recebeu na última quinta-feira (13) o volante Tinga, do Cruzeiro, e o árbitro Márcio Chagas, vítimas de insultos racistas nas últimas semanas, aproveitando o encontro para reafirmar a campanha de combate a todo tipo de discriminação durante a Copa do Mundo.

“Foi uma reunião importante porque mostrou que ela está preocupada com o que ocorreu comigo, com Márcio e com o Arouca”, afirmou Tinga, em entrevista coletiva após o encontro com a chefe de estado.

Duas semanas atrás, a presidente já tinha manifestado solidariedade aos jogadores insultados por serem negros. Para deixar clara a posição de defesa, Dilma agendou o encontro no Palácio do Planalto.

“Tivemos a oportunidade de conversar com ela sobre outras coisas que ocorrem no país em termos de preconceito. Esperamos que possamos conscientizar a população de que o respeito é um fator de educação”, afirmou Tinga, que presenteou a atleticana Dilma com uma camisa do Cruzeiro.

No mês passado, Tinga foi alvo de insultos racistas no Peru, durante partida entre Cruzeiro e Real Garcilaso, pela Taça Libertadores. Já Marcio Chagas foi repetidas vezes chamado de “macaco” quando apitou um jogo entre Esportivo e Veranópolis, quarta-feira da semana passada, pelo Campeonato Gaúcho.

No dia seguinte, o volante Arouca, jogador do Santos – que foi convidado, mas não pôde comparecer à reunião – foi vítima de racismo no fim da partida em que sua equipe derrotou o Mogi Mirim, fora de casa, pelo Campeonato Paulista.

Na reunião entre Dilma e as vítimas de racismo, também estiveram presentes o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, a secretária de Igualdade Racial, Luiza Bairros, e o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

O encontro coincidiu com a divulgação de uma mensagem em que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB, episcopado) pediu às autoridades um combate eficaz ao racismo durante a Copa do Mundo.

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