O jornal britânico Daily Telegraph publicou nesta terça-feira (18) que o ex-vice-presidente da Fifa, Jack Warner, teria recebido US$ 1,2 milhão para apoiar a candidatura do Catar para sediar a Copa do Mundo de 2022.

O pagamento da quantia ao dirigente da entidade teria sido feita por uma empresa controlada por Mohammed Bin Hammam, que foi membro do Comitê Executivo da Fifa e presidente da Confederação Asiática de Futebol. O dirigente renunciou à vice-presidência da Fifa em 2011.

De acordo com a publicação, o FBI está investigando Warner, que até o ano passado foi ministro da Defesa de Trinidad e Tobago, e dirigiu a Concacaf (confederação que reúne países das Américas Central e do Norte) entre 1990 e 2011.

O Daily Telegraph apresentou documento de empresa de propriedade de Warner, e outra de Bin Hammam, que apontam para um pagamento de US$ 1,2 milhão, por um serviço prestado entre 2005 e 2010. A data da nota é de 15 de dezembro de 2010, duas semanas após a vitória do Catar.

Em curto comunicado divulgado nesta terça-feira, a Fifa não se pronunciou sobre o caso, afirmando apenas que qualquer evidência de irregularidade será enviada ao Comitê de Ética da entidade, para aprofundamento da investigação.

“A Fifa não tem nenhum comentário a fazer sobre a história de hoje do Telegraph“, aponta o órgão máximo do futebol mundial.

Assista abaixo ao momento em que repórter do Telegraph tenta falar com Warner (sem legendas):

 


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Dirigente da Fifa levou US$ 1,2 milhão para apoiar Copa no Catar, diz jornal

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