O ecologista russo Yevgueni Vitishko, que denunciou o impacto ambiental da construção das infraestruturas para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, na Rússia, foi condenado nesta quarta-feira (12) a três anos de prisão.

A sentença de Vitishko se deve à violação das condições para a suspensão da condenação que recebeu em 2012, por danificar a casa de campo do governador regional Aleksandr Tkachov, localizada próxima a Sochi, em novembro de 2011. Os advogados do ecologista tentaram o recurso em dezembro do ano passado, mas a decisão do tribunal foi mantida hoje.

Vitishko e outro ativista, Suren Gazarian, picharam e romperam parte do muro de acesso à propriedade, para cuja construção foram derrubadas árvores, incluindo espécies protegidas.

As autoridades locais, que vêm sendo muito criticadas por causarem um prejuízo irreparável ao entorno do local, negam que essa propriedade pertença ao governador.

Vitishko, membro do partido opositor liberal Yabloko, é considerado preso político pela Anistia Internacional (AI). Enquanto isso, seu colega Gazarian, que também foi condenado a três anos de prisão em 2012, fugiu da Rússia há dois anos e vive atualmente na Estônia.

Nesta semana, a AI entrou em contato o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, para que tome medidas contra a perseguição dos ecologistas russos, vários dos quais foram condenados a penas administrativas nas últimas semanas.

A princípio, as autoridades russas se viram obrigadas a mudar seus planos de construção das instalações olímpicas depois que o Greenpeace e outras organizações denunciaram seus planos de edificação em parques naturais do Cáucaso.

Contudo, os ecologistas não se dão por satisfeitos e denunciam que as obras olímpicas poluíram os cursos fluviais, deteriorando o ecossistema e modificando as condições climatológicas da região.

Sem mais artigos