O Real Madrid precisou de pouco mais de 24h para mensurar o sucesso comercial da chegada do colombiano James Rodriguez. Em apenas um dia, o clube espanhol vendeu 50 mil camisas com o nome do meia e o número 10 estampado nas costas, rendendo aos cofres da equipe algo em torno de € 4,2 milhões (aproximadamente R$12,5 milhões).

De acordo com a imprensa espanhola, a camisa de James Rodriguez faz mais sucesso atualmente do que a número sete do português Cristiano Ronaldo.

Destaque da Copa do Mundo de 2014 e artilheiro do torneio disputado no Brasil, o meia foi contrato junto ao Monaco, da França, pela bagatela de € 80 milhões (quase R$ 240 milhões). Ou seja, em apenas um dia o Real Madrid recuperou quase 6% de todo o valor investido em James.

Diferença astronômica

Os € 4,2 milhões arrecadados pelo Real Madrid em um dia de vendas de camisas de James Rodriguez superam os valores investidos pelo próprio clube na contratação de jogadores como Granero e Arbeloa, que chegaram ao Santiago Bernabeu na temporada 2009/2010, e até mesmo o atacante Adebayor, que veio emprestado pelo Manchester City. Nos três casos, o time espanhol desembolsou € 4 milhões.

Comparação com o Brasil

A situação fica mais distante se colocarmos a comparação de arrecadações no mercado brasileiro. Como a última grande venda do futebol brasileiro foi a de Neymar para o Barcelona, comparemos os valores arrecadados por Corinthians e Atlético-MG com ingressos, que recentemente bateram recordes de bilheteria e estão cobrando um valor maior do que os demais clubes em seus bilhetes.

No dia 17 de julho, na Arena Corinthians, o alvinegro de Parque São Jorge levou 32.644 pagantes no jogo contra o Internacional, ficando com R$ 2.556.385,50 de renda. Um recorde para o clube, mas um valor que não chega a 20 % do adquirido pelo Real com as camisas.

Já o Atlético-MG, que registrou 54.786 pagantes no Mineirão na última quarta-feira (23), quando derrotou o Lánus, da Argentina, ficando com o título da Recopa, conseguiu arrecadar R$5.732.930,00 com os preços inflacionados de ingressos. Menos de 50% do montante total obtivo pelos espanhóis.

Sem mais artigos