Ex-treinador da seleção francesa, Raymond Domenech acusa Nicolas Anelka e Franck Ribéry de serem responsáveis pelo fracasso da seleção na Copa do Mundo de 2010, revelação que faz em sua autobiografia que será lançada na próxima quarta-feira (21).

Domenech reserva as palavras mais duras a Anelka, que é acusado pelo ex-treinador de acabar com a dinâmica de grupo por fazer corpo mole durante os treinamentos e por tê-lo insultado no intervalo da partida contra o México.

A imprensa francesa publicou que o jogador teria xingado o treinador, enquanto Domenech diz que Anelka não concordou com a forma com que ele se relacionava com os jogadores e teria dito que estava fora.

A partir deste momento, reconhece o técnico, o ambiente na concentração ficou horrível, o que desencadeou o motim dos jogadores, que se negarem a treinar na véspera da última partida da primeira fase, saindo da competição sem ter ganho, se quer, um jogo.

Domenech conta no livro que viu Anelka e William Gallas rindo após a derrota e deu uma lição de moral nos dois. “Quanta falta de consciência. Estão felizes pela derrota?”.

Com relação a Ribéry, Domenech diz que ficou chateado pelo jogador não ter exercido o papel de líder do grupo. “Ele só olhava para o próprio umbigo”, e acusou o atleta do Bayern de Munique de colocar os interesses particulares acima dos do grupo.

O ex-treinador lembrou da rivalidade que existia entre Ribéry e Yohann Gourcuff, dois jogadores que ainda hoje compartilham o vestiário da seleção francesa.

Outro jogador que foi criticado é o atacante Thierry Henry, que segundo Domenech não merecia ter sido convocado porque tinha jogado muito pouco pelo Barcelona, mas que resolveu chamá-lo por uma questão de confiança.

“Ele havia jogado somente uma partida o ano inteiro, não deveria ter sido convocado. Durante todo o tempo, mantinha o semblante sério, ele não se divertia”, afirmou.

Domenech também fez referência aos fatos dos jogadores se negarem a treinar em solidariedade a Anelka, que havia sido expulso da concentração, e ao comunicado que Patrice Evra entregou ao assessor de imprensa da seleção, lido minutos mais tarde por Domenech aos meios de imprensa.

“Primeiro pensei que os jogadores fossem incapazes de escrever um texto com um tom tão frio e recorrendo a termos que a maior parte deles não conhecia”, afirma o técnico, que considera o fato como “um suicídio coletivo” de alguns “pirralhos inconscientes”.

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