A inédita realização de um torneio da série ATP 500 no Brasil deixou Gustavo Kuerten um pouco nostálgico, e o ex-tenista revelou que em sua chegada ao Jockey Club, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, para acompanhar o Rio Open, sentiu vontade de estar em quadra.

“Cheguei aqui no estacionamento, olhei para o Cristo e pensei: ‘daria tudo para estar nessa quadra’. Dá uma grande vontade de jogar no Rio de Janeiro, em um torneio grande como esse. Ainda mais se tivesse o Nadal na minha época, jogar contra ele seria incrível”, declarou Guga em entrevista coletiva.

Jogando “em casa”, o ex-número 1 do mundo disputou sete edições do Brasil Open, das quais ganhou duas (2002 e 2004), além de partidas da Copa Davis.

“Quem me dera poder estar aqui agora. Só tive esse sabor na Davis e na Costa do Sauípe. Mas, mesmo assim, era uma situação diferente. Aqui é o Rio de Janeiro, talvez seja a cidade que mais respira esporte no Brasil, e ainda tem todo o seu charme por trás”, lamentou.

“Os jogadores têm que aproveitar esse tipo de momento, são oportunidades únicas, e para o jogador pode se tornar inesquecível. Uma partida, uma virada histórica, um título aqui no Brasil podem ser inesquecíveis”, acrescentou.

Guga falou ainda sobre a postura do torcedor brasileiro. Ele considerou que, apesar das críticas a alguns exageros, o público merece ser elogiado por muitas vezes fazer diferença para os tenistas da casa, e até admitiu certa inveja dos jogadores de futebol, que estão acostumados a multidões.

“Há uma química muito natural ali dentro. Somos criados com essa característica de estar envolvido emocionalmente. Há momentos em que isso demorar, mas aí uma hora vem um maluco e grita ‘vamos!’ e contagia toda a torcida. Quanto mais gente, mais legal, dá até uma certa inveja do futebol, que é jogado para 70 mil pessoas. É também por isso que jogamos tênis, pela conexão com as pessoas e a troca de energia, que no Brasil é especial”, comentou.

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