A tão comentada fórmula do Campeonato Brasileiro deste ano, ao contrário do que muitos torcedores imaginavam, proporcionou fortes emoções. No início, os questionamentos eram inevitáveis. Porém, na reta final da competição não faltaram suspiros e corações disparados. É certo que o campeão foi conhecido com duas partidas de antecedência, no entanto, outros jogos importantes aconteceram até a última rodada. Que o digam torcedores do Bahia, Fortaleza, Grêmio, Paysandu, Fluminense e Ponte Preta. Sofreram com a possibilidade de rebaixamento e só viram a definição nos confrontos que encerraram a competição. Pior para os dois clubes do Nordeste, cuja região, agora, tem apenas o Vitória na elite do Brasileiro. Além desses, São Caetano, Coritiba, Internacional e Atlético Mineiro também travaram disputa acirrada. Desta vez, na outra ponta da tabela, almejando a sonhada vaga na Libertadores da América de 2004. A briga foi difícil. Dos quatro clubes, apenas dois poderiam se classificar, já que as três primeiras posições foram garantidas antecipadamente por Cruzeiro, Santos e São Paulo. Como sabemos, apenas cinco têm acesso à competição Sul Americana. Melhor para o time do ABC paulista e para o Coritiba, que dependiam apenas do próprio esforço e venceram as partidas decisivas. Por aí, podemos perceber que fanáticos pelo “mata-mata” estavam enganados quando afirmaram que a emoção não seria marca registrada dos pontos corridos. O brasileiro tende a se adaptar à nova fórmula e passar a valorizar não apenas o campeão. Um campeonato mais justo e com emoção, para europeu nenhum botar defeito.

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