O Santos recebeu o Palmeiras na Vila Belmiro, neste sábado (27), e, sem conseguir a vitória no tempo normal que terminou em 1 a 1, teve no goleiro Rafael o grande nome nas disputas por pênaltis, vencendo por 4 a 2.

O primeiro tempo começou com um minuto de silêncio em homenagem ao irmão do lateral santista Rafael Galhardo, que faleceu na ultima terça-feira (23).

Com bola rolando, o Palmeiras começou com boa marcação, não deixando o Santos praticar o seu jogo. Logo aos seis minutos, a melhor arma do alviverde, Leandro, dribla lindamente Neymar e chuta, dando trabalho para Rafael.

Depois, o time da capital continuou dando mais trabalho à defesa do adversário. Até que Arouca escapou pela direita e, em cruzamento perigoso, o goleiro Bruno colocou para escanteio. Na cobrança, aos 12 minutos, Neymar ficou com a sobrae, chutou em direção ao gol, mas Cícero desviou na pequena área e estufou as redes.

Neymar começava a dar trabalho ao seu marcador, Ayrton, e, em mais um escanteio, quase Cícero deixa o segundo. Era o começo da pressão santista.

Aos 30, o Santos fez o segundo, mas o gol foi invalidado pelo juiz, marcando falta de Neymar em cima de Henrique.

A partida se seguiu até o final da etapa com investidas perigosas de Wesley, que não conseguia furar a marcação de Edu Dracena e Durval. Rafael também aparecia bem quando requisitado.

Do outro lado, Bruno mostrava segurança, e espalmou com estilo uma falta cobrada pelo camisa 11.

O técnico Gilson Kleina tirou o volante Léo Gago para colocar o atacante Kléber, deixando o time bem mais ofensivo, com Leandro e Vinícius agora caindo pelas pontas. E o Palmeiras foi quem tomou as primeiras atitudes, de novo com Wesley, depois com Charles.

Inoperante na frente, André saiu para a entrada de Miralles, aos 14, mas foi o argentino quem perdeu as duas chances mais perigosas que o time da casa criou. Com o Palmeiras pecando nos últimos passes, o Peixe chegava com a maior qualidade de seus jogadores, como quando Cícero achou Neymar, que tocou por cima de Bruno, encobrindo-o. Pouco mimada, a bola saiu por cima do travessão.

O argentino teve sua primeira chance clara quando pegou a sobra e tentou bater por cobertura. Dois minutos depois, o ex-atacante do Grêmio perdeu a chance de matar o jogo.

O juiz deu vantagem para o Santos, quando Arouca avançou sem marcação pela direita. Virou o jogo, achando Neymar, que tentou marcar com um toquinho. Bruno salvou sensacionalmente, e a bola caiu nos pés de Miralles, que ainda deu um toque antes de finalizar sem goleiro. Ainda assim, bateu em cima do zagueiro Maurício Ramos.

O empate merecido do Palestra viria cinco minutos depois. Aos 38, Souza, que entrara há pouco, fez linda jogada pela direita. Kléber se posicionou muito bem na grande área e a bola veio perfeita. O atacante testou firme e a bola morreu no fundo das redes.

Na sequência, o Santos bem que tentou, mas Bruno continuava firme em suas metas. Fim do tempo regulamentar.

Direto para os pênaltis, primeiro o alviverde. O homem do empate, Kléber, foi para a primeira cobrança. Bateu no meio e Rafael rebateu com os pés. Depois, Miralles, Souza, Cícero, Wesley e Montillo converteram.

Coube para o maior nome do Verdão no primeiro semestre a quarta cobrança. Porém, Rafel voou bem para o lado direito e espalmou com garra.

Depois, a revelação do meio de campo praiana, Renê Júnior decidiu o duelo com cobrança firme. Bola de um lado, goleiro do outro.

O Santos agora espera o vencedor de Mogi Mirim e Botafogo de Ribeirão Preto, que jogam em Mogi neste sábado. O jogo de semifinal só ocorrerá na Vila Belmiro se o Botinha passar. Caso dê Mogi Mirim, o jogo será na cidade da região metropolitana de São Paulo.

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