O diretor do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), Sérgio Henriques, confirmou, nesta terça-feira, os resultados dos exames realizados no jogador Adriano, que atestaram a inexistência de vestígios de pólvora nas mãos do Imperador e também de Adriene Ciryllo Pinto, mulher que, na véspera de Natal, se feriu com um tiro disparado dentro do carro do jogador.

Apesar dos resultados, a confissão de Adriene não será posta em dúvida: “É possível uma pessoa disparar uma arma e não aparecerem vestígios de pólvora em suas mãos quando é feito o exame. No caso da jovem, ela foi diretamente para um hospital após se ferir e lá suas mãos podem ter sido lavadas e esterilizadas antes de a perícia fazer o exame, que foi feito no próprio hospital”.

O incidente ocorreu no último dia 24 de dezembro, na saída de uma boate na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Adriene, de 20 anos, foi atingida no dedo enquanto pegava carona no carro junto com outras três mulheres, Adriano e um policial militar reformado, amigo e segurança do jogador.

Adriene, a priori, disse que Adriano teria sido o autor do disparo, mas após acareação e a reconstituição do caso, ela voltou atrás e confirmou a realização do disparo acidental. O inquérito deve ser concluído em até 60 dias.

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