O primeiro jogo da grande decisão da Copa do Brasil de 2012, entre Palmeiras e Coritiba, disputado na noite da última quinta-feira (6), teve cenários distintos. Se dentro de campo a festa dos torcedores palmeirenses foi bonita e tranquila, fora da Arena de Barueri o clima foi de tensão, apreensão e em alguns momentos chegou a ser de terror.

Os problemas começaram horas antes da partida. No caminho até o estádio, que fica localizado na região metropolitana de São Paulo, já se podia notar que a situação seria de caos total. Como o jogo estava marcado para as 21h50, os torcedores tentaram antecipar seu deslocamento até o local. Porém, como o acesso com o transporte público é feito apenas pelo trêm da CPTM, boa parte da torcida optou pela locomoção com veículo próprio, o que gerou um trânsito gigantesco.

Tanto é verdade que, por volta das 18h, a CET registrava um trânsito de 3km antes do pedágio na Rodovia Castelo Branco, que fica entre as cidades de Osasco e Carapicuíba. A situação se agravou ainda mais quando todos esses veículos chegaram às proximidades de Barueri, pois os agentes de trânsito fecharam as principais vias de acesso ao estádio e local, que já não possui estacionamentos suficientes, sofreu com o excesso de veículos.

O jeito encontrado pelos torcedores foi deixar em residências e nas calçadas dos moradores de Barueri, o que fez um novo problema vir a tona: o dos flanelinhas.  Conhecidos por tentar extorquir dinheiro dos fãs de futebol nos arredores dos estádios espalhados pelo Brasil para “cuidar” do seu veículo enquanto a bola rola, os flanelinhas tomaram conta das ruas que cercam a Arena e chegaram a cobrar R$50 para que o carro dos torcedores ficassem na rua e eles desse uma “olhadinha”.

Como todos esses problemas “superados”, o torcedor teve que correr para tentar pegar o jogo ainda no começo. Mas, uma confusão, entre aqueles que não possuíam ingressos e os policiais que faziam a segurança no local, transformou a Praça de Barueri em um campo de guerra. Balas de borracha, correria e spray de pimenta tomaram conta das redondezas da Arena.

Com a bola já rolando e com os torcedores dentro do estádio, os problemas pareciam estar todos resolvidos. Pareciam, pois não foi o que aconteceu. Tudo o que ocorreu no início, envolvendo trânsito, confusão, briga e flanelinhas, voltou ao fim da partida.

Todos os problemas que vinham sendo colocado como dificuldades para um final disputada em Barueri se tornaram realidades. Será que, depois de tantos problemas, os dirigentes do futebol brasileiro irão começar a pensar mais no torcedor?

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