Mesmo jogando em um gramado de baixa qualidade, o Fluminense conseguiu manter a escrita de nunca perder estreias na Taça Libertadores, ao vencer nesta quarta-feira (13) o Caracas, na Venezuela, por 1 a 0, com gol do artilheiro Fred.

O principal nome do atual campeão brasileiro marcou aos 31 minutos do primeiro tempo de jogo, garantindo a terceira vitória do clube em seis partidas iniciais da competição. Com o gol, o Fluminense larga na frente do grupo 8, que amanhã terá o duelo entre Grêmio e Huachipato, do Chile, na Arena Grêmio.

Na sua primeira participação na competição, em 1971, o Tricolor estreou contra o Palmeiras e venceu fora de casa por 2 a 1. Na edição de 1985, a primeira partida foi o clássico contra o Vasco, que terminou 3 a 3.

No ano de 2008, o da melhor campanha do Fluminense, que terminou vice-campeão, o duelo inicial foi contra a LDU de Quito, justamente a algoz da final. Jogando no Equador, as duas equipes ficaram no 0 a 0, na primeira rodada da competição.

Em 2011, novo placar igualado, desta vez contra o Argentinos Juniors. No ano passado, a estreia voltou a ser com vitória, sobre o Arsenal de Sarandí, por 1 a 0.

Hoje, na escalação, o Fluminense veio sem Thiago Neves, que segundo o próprio site do clube, estava pronto para se tornar o jogador que mais defendeu o Tricolor na Libertadores, com 23 partidas.

Segundo o diretor executivo, Rodrigo Caetano, o atleta teria utilizado um medicamento medicamento não prescrito pelo departamento médico. Como não recebeu resposta da CBF e da Conmebol sobre um pedido de autorização para o jogador disputar a partida, a diretoria do time carioca preferiu perservar Thiago Neves, que deu lugar a Wagner na escalação.

O Caracas, por sua vez, apresentava um importante desfalque, o zagueiro Rubert Quijada, que lesionado acabou sendo vetado. Com isso, Edwin Peraza ganhou a vaga. A equipe venezuelana entrou em campo com um brasileiro, o lateral direito Amaral, ex-Fortaleza, Atlético Mineiro, Palmeiras e Corinthians, que atuou improvisado no lado esquerdo do sistema defensivo.

Em um gramado muito irregular, os primeiros minutos do duelo foram de ligeira vantagem para o time da casa, que mantinha a posse de bola, mas que não conseguia transformar o domínio territorial em chance de gol.

Se não era ameaçado, aos poucos o Flu começou a neutralizar o rival e tentar levar algum perigo ao adversário, mas também esbarrava na dificuldade de criar.

A primeira boa chance da equipe brasileira, que “brigava” com o gramado do Estádio Olímpico Universitário, aconteceu aos 19 minutos de jogo, quando Wagner, o substituto de Thiago Neves cruzou na pequena área, Anderson não alcançou e na sobra, Leandro Euzébio chutou por cima do gol de Baroja.

A partir daí, começou uma grande pressão do Fluminense. Primeiro, aos 20, Fred finalizou mal, dentro da área do Caracas. Dois minutos depois, o goleador serviu de garçom, para que Rafael Sóbis cabeceasse na trave, mas a arbitragem alegou impedimento do atacante tricolor, que ainda tinha a chance de tentar nova finalização.

Aos 24, de novo Fred apareceu mais uma vez querendo abrir o placar, após escanteio cobrado por Wagner, sem sucesso. Sem conseguir marcar, o Tricolor levou um susto aos 29, quando Juan Guerra pegou rebote na entrada da área e bateu à esquerda de Diego Cavalieri.

O susto foi o incentivo que faltava para o ‘Time de Guerreiros’ partir com tudo em busca do gol, que saiu logo pelos pés de sua maior estrela. Aos 31 minutos do primeiro tempo, Fred, que iniciou a jogada dando passe de letra para Rafael Sóbis, viu o companheiro arriscar de fora da área e a bola desviar na zaga. Na sobra, o goleador bateu forte e colocado, sem dar chances para Baroja.

Depois de manter o jogo morno e virar o intervalo com a vitória parcial, o Fluminense chegou a sofrer pressão no início do segundo tempo. Aos 5, após lançamento na área, o atacante Curé bateu meio desajeitado, mas obrigou a Diego Cavalieri fazer grande defesa.

O time carioca só ameaçou 10 minutos depois, de novo com Fred, que recebeu na entrada da área e fuzilou o goleiro Baroja, que espalmou para escanteio. O lance serviu para dar uma esfriada no jogo, reduzindo a pressão que o Caracas tentava fazer no campeão brasileiro.

Aos 30 minutos de jogo, Abel Braga fez sua primeira alteração, colocando Marcos Junior no lugar de Marcos Júnior, com objetivo de aumentar a velocidade dos contra-ataques tricolores. Nos minutos finais, para ganhar tempo e fechar a equipe, o técnico colocou o volante Valencia no lugar do meia Wagner.

O coração dos tricolores quase não resistiu quando, aos 43 minutos de jogo, o árbitro José Buitrago marcou um recuo intencional do colombiano para Diego Cavalieri. Depois de muita reclamação dos jogadores da equipe brasileira, Otero cobrou rasteiro, mas a bola passou à esquerda do gol de Diego Cavalieri.

Ficha técnica:

Caracas: Baroja, Carabali, Peraza, Sanchez e Amaral; Jimenez, Guerra (Peña), Meza (González) e Otero; Curé e Febles (Cabezas). Técnico: Ceferino Bencomo.

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Leandro Euzébio, Anderson e Carlinhos; Edinho, Jean e Wagner (Valencia); Wellington Nem (Rhayner), Rafael Sobis (Marcos Junior) e Fred. Técnico: Abel Braga.

Árbitro: José Buitrago (Colômbia), auxiliado pelos compatriotas Wilson Berrio e Rafael Rivas.

Gol: Fred (Fluminense).

Cartões amarelos: Fred e Edinho (Fluminense)

Estádio: Olímpico Universitário, em Caracas (Venezuela).

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