Gabriel Medina conquistou inédito título em Pipeline, no Havaí

Gabriel Medina conquistou inédito título em Pipeline, no Havaí

*Colaborou Luiz Teixeira

Aos 20 anos (completará 21 no dia 22 de dezembro), Medina se iguala a Slater como o mais jovem a conquistar um título mundial. Com a ajuda de outro brasileiro, que eliminou Mick Fanning, Gabriel entrou para a história de nosso esporte ao se consagrar como primeiro brasileiro campeão mundial de surfe nessa sexta-feira (19).

Medina, porém, não começou sua história com as ondas em 2014, ele já faz sucesso há um bom tempo. Ele é o mais jovem brasileiro a ingressar no seleto ASP World Title (WT),que conta apenas com os 36 melhores surfistas do mundo. Natural de Maresias, Gabriel Medina começou a pegar onda com apenas nove anos e aos 11 venceu seu primeiro campeonato nacional, na categoria sub-12.

Três anos depois ele já estava nas finais das competições do Paulista Profissional e começou a participar do Mundial Profissonal. Foi em uma das etapas do Mundial daquele ano que ele venceu seu ídolo, Adriano Mineirinho. Olha quanta coisa ele fez até os 14 anos de idade! A história dele já estava escrita no surfe brasileiro, mas ainda tinha muito mais pra rolar.

Aos 17 anos, como se não bastasse, ele se tornou o surfista mais jovem do mundo a vencer uma etapa do circuito mundial, em São Francisco. Até então Medina mostrava muito potencial, porém carecia de um pouco mais de experiência para vencer lendas do surfe como Kelly Slater.

Então chegou 2014 e Gabriel simplesmente se consagrou. Ele venceu três das 10 etapas do circuito até então, além de ter ficado entre os cinco primeiros em outras quatro oportunidades. Com 56.550 pontos, hoje Medina liderava o ranking mundial de surfe com cerca de 3 mil pontos a mais do que o segundo colocado, Mick Fanning. A última etapa, no Havaí, consagrou o surfista brasileiro com a ajuda de outro brazuca: Alejo Muniz, que eliminou Fanning na repescagem do quinto round.

Mais do que nunca, o surfe brasileiro está muito bem representado. Com um litoral do tamanho do nosso, seria normal se tivéssemos mais “Medinas”, mas o incentivo é muito baixo e a busca por patrocínio é incrivelmente difícil. O respeito que o esse surfista merece tem que ser independente das ondas do Havaí e de sua colocação no ranking mundial ao final do ano. Toda sua trajetória e a idade com que ele atingiu esse nível de competitividade já o tornam um baita fenômeno do esporte brasileiro.

Assista no vídeo abaixo um curta que resume bem a história de Gabriel Medina e veja como tudo começou no #VaiMedina

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