O ex-auxiliar-técnico da Seleção Brasileira Jorginho disse, na noite da última segunda-feira (28), que Neymar e Paulo Henrique Ganso poderiam ter ido para a Copa do Mundo de 2010 se houvesse chance de testá-los, esquecendo que ambos ficaram fora por opção de Dunga do último amistoso antes do torneio.

“Talvez, se tivessem jogado alguma vez, como em 94, quando Viola e Ronaldo se garantiram contra a Islândia, poderia ter pintado uma vaga na lista final”, disse o lateral do tetra, durante evento do Instituto Bola Pra Frente, do qual é fundador e presidente, no Rio de Janeiro.

O que o atual técnico da Ponte Preta não lembrou que o único amistoso da seleção brasileira antes do Mundial de 2010 aconteceu no dia 2 de março, contra a Irlanda. Hoje, o ex-auxiliar, em ato falho, afirmou que ambos ficaram fora daquela lista por compromissos com o Santos. O clube paulista, no entanto, não atuou naquele dia.

Na ocasião da convocação para o amistoso, o próprio Dunga, então técnico da seleção, admitiu que era muito difícil que algum jovem jogador, como Neymar conseguisse garantir um lugar entre os 23 para a Copa do Mundo. Ganso até chegou a ser chamado para uma lista de reservas, mas não disputou a competição.

Titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1994 e em toda fase de preparação para aquele Mundial, Jorginho comentou também o que os jogadores sentem meses antes da competição.

“Você fica na expectativa. Neymar, Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva, entre outros, estão garantidos, é claro que fica a vontade de estar bem e não se contundir. Para outros, que ainda brigam, a expectativa é terminar o ano bem e começar o próximo da mesma forma”, disse.

Sobre a recente união de atletas visando mudanças estruturais no futebol brasileiro, o Bom Senso F.C., Jorginho mostrou apoio, e comparou o que acontece no país a da Europa.

“O movimento é importante, mas vale lembrar que o calendário é apertado por causa de outras competições, mas a cobrança é real. Se a gente quer qualidade, a gente tem que ter mudanças. O futebol brasileiro está longe da realidade mundial. Não adianta grandes estádios, grandes arenas, sem bom futebol”, garantiu o técnico.

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