Uma investição que corre na Alemanha envolvendo o nome do chefão da F-1, Bernie Ecclestone, há algum tempo voltou à tona esta semana. Ele é acusado de ter subornado o ex-banqueiro alemão Gerhard Gribkowsky oferecendo-lhe 50 milhões de dólares para que facilitasse a venda da participação de sua instituição financeira na F-1, em 2006, para o CVC Group, empresa gerida por Ecclestone. 

O dirigente, inclusive, já teria prestado depoimento em Munique, a pedido da promotoria como suspeito, tendo negado todas as acusações. O depoimento, naquele momento, satisfez as autoridades que decidiram não emitir ordem de prisão contra ele.

“Tenho cooperado com a investigação do Ministério Público da Alemanha sobre o Dr. Gribkowsky desde o início. Quando fui informado que houve uma primeira suspeita em relação ao meu envolvimento no assunto, falei com o Procurador de Estado e sua equipe em Munique no início deste mês para esclarecer todas as alegações contra mim”, afirmou o octogenário
dirigente.

Além da questão do suborno, Gerhard Gribkowsky sonegou impostos ao tentar usar de vários expedientes para burlar a declaração desse dinheiro ao Fisco alemão. Além disso, o dinheiro teve origem de contas bancárias do Caribe e das Ilhas Maurício. Gribkowsky está preso desde janeiro acusado de corrupção e fraude entre outras acusações.

 

Justiça alemã pode decretar prisão de Ecclestone

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