O São Paulo teve uma quinta-feira agitada, como há muito não se via. Boatos, despedidas e até mesmo um “golpe de estado” foram vistos no clube.

O boato foi a informação de que o veterano Rivaldo, hoje presidente e jogador do Mogi Mirim, poderia ser contratado pelo clube. A despedida, foi do ex-superintendente de futebol, Marco Aurélio Cunha, se despediu do clube. Leia mais clicando .

Agora, nada disso se compara ao que aconteceu no final do dia, quando uma informação que era tratada como “fofoca de bastidores” se tornou realidade. Após reunião do grupo Participação, o nome de Juvenal Juvêncio, que já está no poder desde 2006, foi lançado como candidato à (re)eleição no São Paulo.

A indicação foi oficializada após fala do conselheiro Carlos Miguel Aidar, que explicou aos presentes que todos os aspectos jurídicos permitiam a Juvenal Juvêncio concorrer a um terceiro mandato sem ferir o estatuto do clube (que só permite dois) sob a justificativa de que quando a mudança estatutária foi feita, ele ainda estava com o primeiro mandato vigente, portanto apenas este mandato está sob as novas regras.

Além disso, Júlio Casares e Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que poderiam também ser eventuais candidatos da situação e poderia barrar a intenção do atual presidente, deram sua “bênção” à indicação. Com isso, caso seja eleito (é o favorito), ele chegará a oito anos à frente do clube, somando o primeiro mandato de dois anos e os outros dois de três.

A medida pode gerar ainda mais confusão no São Paulo, uma vez que há a promessa de grupos oposicionistas de contestar a candidatura do atual presidente na justiça, justamente sob alegação de que o ato iria ferir o estatuto. Ou seja: promessa de dias turbulentos na política tricolor. As eleições acontecerão em abril.

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