O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) afirmou nesta sexta-feira (07) em entrevista que os protestos não impedirão o êxito da organização da Copa do Mundo de 2014 e não descartou que em 2018 possa voltar a ser candidato.

“O Brasil é um país democrático e o povo tem o direito de se manifestar. A democracia não é um pacto de silêncio, é a sociedade lutando por conquistas. Em qualquer lugar do mundo as pessoas se manifestam quando há Mundial ou Jogos Olímpicos e isto não impedirá que o Brasil faça a melhor Copa do Mundo”, disse Lula.

O ex-mandatário, chefe político da presidente Dilma Rousseff, se referiu assim às manifestações que começaram no país em junho por parte dos movimentos que se opõem à organização do Mundial, segundo a entrevista publicada pelo jornal A Cidade, de Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo.

O fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), que impulsiona a reeleição da presidente Dilma Rousseff no pleito de outubro, não descartou uma eventual participação nas eleições de 2018.

“Em política -respondeu- nunca podemos dizer nunca. Não é minha vontade, acho que já dei minha contribuição ao país. Em 2018, não sei como estarão as circunstâncias políticas e quais novos nomes poderão surgir até esse momento, espero que haja muita gente competente e que eu não precise participar”.

O ex-presidente participará amanhã em Ribeirão Preto do início das caravanas do PT para impulsionar a candidatura a governador do estado de São Paulo de Alexandre Padilha, que deixou a pasta de Saúde há duas semanas na gestão de Dilma.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que buscará a reeleição, é o favorito segundo as enquetes do final de 2013.

Questionado sobre se as penas a prisão por corrupção contra ex-dirigentes do PT e a quem foi seu chefe de ministros, José Dirceu, influenciarão o eleitorado em São Paulo, o estado mais rico do país, Lula respondeu que “se equivoca quem subestima ao povo”.

O povo, argumentou, “sabe separar as coisas, o julgamento e a disputa eleitoral”.

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