Diego Maradona reiterou seu “respeito e admiração” pelo ex-governante cubano Fidel Castro e pediu que Deus “dê vida longa” ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para que os dois líderes continuem lutando contra os Estados Unidos.

Em entrevista publicada nesta quinta-feira (11) pela revista “La Garganta Poderosa”, o astro do futebol argentino elogiou também a gestão da presidente argentina, Cristina Kirchner, e declarou que a reeleição do prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri – opositor de Cristina -, demonstra quão mal estão os moradores da capital.

O ex-jogador argentino destacou que Fidel “é o único cara” que respeita “como político porque dedicou a vida e é o pai de todas as revoluções que empreenda o povo que quiser ir adiante”.

“Em Cuba, não há luxos, nem televisores de plasma, mas todos comem”, declarou Maradona. “Os ianques quiseram matar Fidel a cada dia e meio, mas não conseguiram. Cada vez que a “CNN” o matou, liguei para ele e me atendeu”.

“É preciso homenageá-lo com um monumento grande como uma casa (…) Ele vive para o povo”, ressaltou Maradona, para quem Cuba, onde viveu por quatro anos para fazer reabilitação contra sua dependência a drogas, é “o exemplo a seguir”.

O ídolo argentino aproveitou a ocasião para criticar o ex-presidente norte-americano, George W. Bush.

“Mas (George) Bush foi o pior. Em Cuba, tinha a foto de (Bill) Clinton na tampa da privada. Um dia que Fidel veio me visitar, eu lhe disse: ‘Olhe onde o tenho!’. E ele me respondeu que o que vinha era pior, referindo-se a Bush. E não estava equivocado”, lembrou Maradona.

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