Diego Armando Maradona afirmou nesta terça-feira (25), em entrevista coletiva, que veio à Itália para pedir que a justiça permita seu trânsito livre no país, para que possa esclarecer seus problemas com o fisco, que cobra mais de 30 milhões de euros em impostos não pagos pelo ex-jogador.

Desde 2009 o argentino não viajava à Itália, devido ao processo referente ao período em que ele atuava no Napoli. “Quero voltar com meu neto, para que ele conheça Nápoles. Quero que ele saiba o que seu avô fez, e que não é lembrado como um sonegador. Quero acreditar na Justiça”, comentou Maradona.

O ex-craque pôde conferir nesta ida à Itália que continua mexendo com a paixão, principalmente dos napolitanos. Na entrada do hotel onde realizou a entrevista coletiva, cerca de 300 torcedores se reuniram para saudar Maradona.

“Quero dizer a todos que levo os ares de Nápoles no corpo. Há muito tempo tenho vontade de vir aqui, mas não me deixam. Todos os outros envolvidos, que se ocuparam do meu contrato, estão livres. Eu só entrava em campo, mas agora que venho à Itália a polícia financeira vem e me leva um relógio ou brincos. Por que eu tenho que pagar e eles não?”, indagou.

O fisco reivindica mais de 30 milhões de euros, por falta de pagamentos de impostos de renda, entre 1985 e 1990. Maradona sempre argumentou que ele não se ocupava destes assuntos fiscais, que estavam sob responsabilidade do então presidente do Napoli, Corrado Ferlaino, e seu representante Guillermo Coppola.

O advogado de Maradona na Itália, Angelo Pisani, garantiu na entrevista que o ex-atleta “nunca recebeu notificação sobre o dinheiro que precisa pagar”.

Hoje, o argentino voltou a se declarar “inocente” e ainda revelou que sonha em voltar à Itália, mais precisamente à Nápoles para ser técnico da equipe onde fez história. Maradona, no entanto, admitiu que agora “é preciso deixar tranquilo o técnico Walter Mazzarri”.

O ídolo do Napoli ainda falou sobre a principal estrela atual da equipe, lembrando ainda de um brasileiro com quem fez sucesso no clube. “Eu teria gostado de jogar com Cavani e deixá-lo na cara do gol, como fazia com Careca”.

No início de fevereiro, Angelo Pisani, divulgou que a Comissão Tributária Central italiana confirmara a nulidade das investigações fiscais realizadas no final da década de 1980 sobre o Napoli e seus jogadores estrangeiros.

No mesmo dia, a Agência Tributária italiana negou que tenha ocorrido qualquer cancelamento da dívida de Diego Armando Maradona.

Na tentativa de recuperar a dívida reivindicada, a Guarda de Finanças italiana já confiscou Maradona até mesmo brincos que Maradona usava enquanto se estava em uma clínica de emagrecimento do norte da Itália, que foram leiloados em 2010 por 25 mil euros.

Em 2006, aproveitando outra visita do astro do futebol argentino à Itália, o órgão confiscou um relógio Rolex avaliado em 11 mil euros.

Maradona pede "liberdade" na Itália, fala em treinar Napoli e cita Careca

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