Medalhista de ouro no salto em distância nos Jogos Olímpicos de Pequim, quando tinha 32 anos e competiu com adversárias cuja média de idade era de 27, Maurren Maggi confia que pode conseguir um bom resultado nos Jogos de Londres, mesmo competindo contra atletas ainda mais jovens que ela.

“Não sou diferente de nenhuma delas. Sei que faço um bom trabalho nos treinamentos e tudo o que conquisto nas provas é consequência do meu trabalho”, destacou a brasileira em entrevusta à Agência Efe em São Paulo.

Em uma comparação com Pequim-2008, Maurren disse que o que mais mudou foi a responsabilidade, que ficou muito maior após a conquista do ouro há quatro anos.

“Tenho a responsabilidade de carregar uma medalha olímpica, uma de ouro, e de tentar defender meu título da melhor maneira possível”, destacou a saltadora, que prometeu muito empenho nos Jogos deste ano.

“O Brasil pode esperar de mim que entre lá como se fosse a primeira e última competição da minha vida. Entrarei com toda a força, pois eu sempre me entrego 100% e minha dedicação é muito grande dentro das pistas”, acrescentou a tricampeã pan-americana (Winnipeg-1999, Rio-2007 e Guadalajara-2011).

Em Pequim, Maurren voltou a disputar uma edição dos Jogos Olímpicos após a suspensão por dois anos por doping devido à presença no organismo da substância proibida clostebol, que a atleta alegou estar presente em um creme cicatrizante que usou após uma sessão de depilação. Sua primeira participação em uma Olimpíada foi em Sydney-2000, com um modesto 25º lugar na classificação geral.

Maurren comentou que a volta por cima e a medalha de ouro em Pequim vem sendo fonte de inspiração para muitas jovens brasileiras.

“Elas dizem que as inspiro por causa da minha idade e minha persistência nas pistas, com uma longevidade esportiva grande e por alcançar uma medalha de ouro com 32 anos de idade”, afirmou.

A brasileira ainda fez uma análise do atletismo latino-americano, que para ela pode começar a dar seus melhores resultados em Londres-2012.

“Está acontecendo uma transformação em todas as provas e talvez nós latino-americanos não contamos até agora com a sorte de conseguir várias medalhas em uma mesma edição de uma grande competição”, afirmou.

No entanto, Maurren considerou que as últimas classificações para as finais olímpicas e mundiais fizeram crescer as esperanças dos atletas latino-americanos de subir ao lugar mais alto do pódio nos Jogos Olímpicos de Londres, que serão realizados de 27 de julho a 12 de agosto.

“Vários atletas latino-americanos já são finalistas de muitas provas, e isso aconteceu depois de um grande caminho que percorremos, mas se acertamos tudo e conquistamos em Londres uma medalha que seja contra as grandes potências, como os Estados Unidos e Rússia, o atletismo latino-americano terá o lugar que merece”, considerou.

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