A pouco menos de mil dias para o início da Copa do Mundo, o Mato Grosso, que terá sua capital, Cuiabá, como uma das sedes, resolveu promover uma mudança “estratégica” nos seus planos para o evento.

Nesta quarta-feira, o governador Silval Barbosa (PMDB) anunciou a extinção da Agecopa (Agência Estadual de Execução dos Projetos para a Copa do Mundo), uma estatal que havia sido criada justamente para servir de gerente das obras.

A autarquia foi criada em 2009 pelo então governador e hoje senador Blairo Maggi (PR) e deveria ter funcionado como uma entidade autônoma. Entretanto, o que acontece é exatamente o inverso e, como acontece em muitas empresas públicas, a Agecopa virou um depósito de cargos comissionados e, com um colegiado que nunca se entendeu na direção, palco de seguidas crises (e alguns vexames), como um pedido de demissão do primeiro presidente sob alegação de “desrespeito” e também um bate boca em uma audiência pública entre o presidente atual, Éder Moraes, e o diretor de infraestrutura, Carlos Brito durante discussão sobre obras de transporte público.

Em defesa da medida, o líder do governo na Assembléia Legislativa, Romoaldo Junior (PMDB) afirmou que “o modelo atual não funciona” e que o governador irá “retomar o comando das ações” pois “a Copa tem dia e hora para começar”. Segundo a Folha de S. Paulo, Agecopa dará lugar a uma secretaria especial.

Fato é que, qualquer um que visite a capital mato-grosssense poderá ver que as obras prometidas estão com grande atraso, inclusive o estádio, que está em ritmo lento. Por isso a pressa. Resta saber se, até junho de 2014 estará tudo pronto.

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