O jornalista Joan Josep Pallàs, editor do jornal Mundo Deportivo, da Espanha, conversou com a “Jovem Pan” sobre Neymar e a notícia de que o Barcelona já teria pago uma espécie de entrada, uma garantia financeira de 10 milhões de euros para tê-lo no elenco assim que for negociado.

“Sandro Rosell, presidente e Toni Freixa, porta voz do clube, desmentiram a informação do Mundo Deportiva sobre o pacto entre o Barça e o Santos para garantir a contratação de Neymar, Publicidade porque isso interessa a ambos”, afirmou, antes de completar: “mas o clube melhor colocado nesta negociação é o Barcelona, que está seguindo o jogador há mais de um ano (…) acredito que Neymar possa chegar antes de 2014 ao Barcelona”.

Os clubes desmentiram a informação, mas a publicação a mantém: “Defendemos esta informação como real (de que o Barcelona pagou 10 milhões de euros ao Santos). Não podemos revelar a fonte, mas sabemos que há acordo”.

A chegada iminente de Neymar, entretanto, não é unaminidade entre a torcida catalã: “aqui em Barcelona a opinião é dividida. Tem gente que acha que Neymar é como um melão: a hora em que você abre, não sabe o que está dentro. Mas sabe-se que ele tem um grande potencial (…) é um jogador de nível altíssimo e qualidade técnica. Só deve-se esperar para ver como será seu comportamento, sua conduta”, citando jogadores como Eto’o e Ibrahimovic, também caros, mas que não deram certo no clube.

Mundial de Clubes

A forma com que a equipe de Guardiola passou pelo Santos deixou a muitos impressionados. Mas, por ser uma equipe que “se acostumou” a vencer (conquistou 13 dos últimos 16 títulos disputados), este fato não impressionou: “as surpresas com este Barça são cada vez menores. São três anos e meio de uma supremacia desportiva nunca vista (…) mesmo assim, não poderia se imaginar um 4 X 0 (…) é uma equipe que está acostumando a torcida a ganhar e a deixa a orgulhosa não só pelas vitórias, mas pela maneira que vence”.

Para finalizar, Pallàs falou sobre como o Mundial é visto pelos espanhois, após José Mourinho ter diminuído a conquista e dizer que a Liga dos Campeões vale mais: “(o Mundial de Clubes) é um título que se valoriza muito pelo prestígio, mas a Champions League é mais importante, até mesmo pela reação da torcida (…) não provoca o mesmo êxtase coletivo”

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