A reforma do Estádio do Maracanã para receber os jogos da Copa das Confederações de 2013 e também da Copa do Mundo de 2014 segue em ritmo acelerado, alcançando no início deste mês de dezembro 82% de sua conclusão. Os funcionários do canteiro de obras correm contra o tempo para entregar tudo dentro do prazo estipulado pela Fifa e pelo COL (Comitê Organizador Local), que é março do ano que vem.

Porém, se dentro do estádio os trabalhos caminham em plena ordem e sincronia, do lado de fora não se pode dizer o mesmo. As obras de mobilidade urbana no entorno do Maracanã também estão em processo adiantado, mas a população que circula diariamente no local acaba sendo prejudicada com os “novos” canteiros de obras espalhados pelas ruas e avenidas que cercam o estádio.

Quem costuma utilizar o Viaduto Oduvaldo Cozzi para chegar até a Avenida Maracanã, que passa em frete ao estádio, já se acostumou com a interdição de uma das três faixas da pista local, que está cercada por cones laranja devido à adequação das calçadas e também às alças de acesso ao portão principal do Maracanã.

Além de motoristas, os pedestres também sofrem com as obras no local. Os pontos de ônibus e táxi localizados na Avenida Maracanã, nas proximidades do Parque Aquático Júlio de Lamar e também do portão principal do estádio, onde fica a estátua do ex-zagueiro Bellini, não existem mais. Com isso, os passageiros se viraram como podem, muitas vezes se aglomeram em algum local especifico para que os veículos parem e eles possam subir.

A presença de tratores e máquinas, localizados nas calçadas do Maracanã 24 horas por dia, é outro ponto que irrita os pedestres. Mesmo contente com a evolução do novo estádio, Carlos Eduardo, estudante de direito de 23 anos, se sente prejudicado pela falta de acessibilidade ao local.

“Essas cercas de proteção modificaram todo nosso caminho. É verdade que teremos um estádio de primeiro mundo e isso é bom para todos, mas não acho que seria necessário toda essa destruição. As placas de aviso e alertas sobre as obras viraram até parada obrigatória dos turistas que visitam o Rio”, brincou.

Se em frente ao portão principal as obras causam o caos no Maracanã, na parte de trás a história é completamente diferente. Nas proximidades das estações Maracanã da Supervia e do Metrô, a única obra em andamento é a da ampliação da rampa de acesso do transporte público ao estádio. Porém, como as construções começam de dentro pra fora, o trânsito na Avenida Presidente Castelo Branco ainda não sofreu tantos problemas.

Veja abaixo uma lista com detalhes técnicos da obra:

Total do Terreno em Área Construída: 300.000 m2
Capacidade do Novo Maracanã: 78.639 torcedores
Estacionamento: 14.000 vagas
Total de funcionário trabalhando: 5.500 por dia (4.000 no período diurno e 1.500 no norturno)
Valor total das obras: R$ 808,4 milhões (sendo R$ 400 milhões de financiamento federal)
Novo sistema de amortecimento: acabará com a sensação de “vibração” que o estádio tinha
Distância do primeiro lance de arquibancadas até o gramado: 12 metros
Quantidade de banheiros: 231
Camarotes: 110

 

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