O total de público pagante dos oito jogos da oitava rodada da Taça Guanabara (primeiro turno do Campeonato Carioca), disputada no último final de semana, foi muito abaixo do esperado. Mesmo com Fluminense e Botafogo jogando como mandantes e o Rio de Janeiro registrando tempo aberto e boas temperaturas no sábado (23) e também no domingo (24), os torcedores não se empolgaram com as partidas do estadual e apenas 15.675 fanáticos pagaram para acompanhar os 16 times da competição.

A ausência do estádio do Maracanã, que há mais de dois anos passa por obras de modernização para receber a Copa das Confederações deste ano e a também a Copa do Mundo de 2014, e a falta de interesse dos cariocas na competição estadual pode ajudar a explicar o motivo pelo qual os números alcançados chegassem, por exemplo, apenas à metade do registrado no último domingo (24), na Arena Castelão, na vitória do Fortaleza por 2 a 1 diante do Campinense, pela semifinal da Copa do Nordeste, quando 31.260 pagaram para assistir o primeiro duelo da fase decisiva.

Para se ter uma ideia da disparidade entre os comparados, o Botafogo, mesmo jogando com seu time titular, que conta com o astro Seedorf e com o ídolo Jéfferson, teve apenas 3.216 pagantes no Estádio do Engenhão durante o empate em 2 a 2 com o Boavista, 10% do público registrado no Ceará.

Outro que jogou como mandante e decepcionou foi o Fluminense. Mesmo classificado, o atual campeão brasileiro contou com as presenças de Thiago Neves, Wagner, Felipe e Gum, e ainda assim levou somente 1.426 pagantes ao Estádio Moça Bonita no último domingo. Público menor do que foi registrado na vitória da Portuguesa diante do Rio Claro, no mesmo dia e horário, só que pela Série A2 do Campeonato Paulista. Na ocasião, 1.926 torcedores pagaram para assistir a Lusa vencer por 3 a 0.

É verdade que boa parte dos clubes grandes do Rio de Janeiro já estavam classificados para a fase decisiva do primeiro turno, mas o Vasco, por exemplo, que precisava dos três pontos para ir às semifinais, visitou o Duque de Caxias e teve contabilizado 4.349 pagantes na vitória de virada por 2 a 1.

E o Flamengo, clube de maior torcida do país, mesmo jogando teóricamente fora de casa, também não teve um público muito grande. Na vitória por 2 a 0 contra o Olaria, no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, 4.712 torcedores pagaram para ir ao estádio.

 
A distância do valor arrecadado durante toda a rodada da Taça Guanabara e na semifinal da Copa do Nordeste também é muito grande. Na competição carioca foram R$ 239.710,00 adquiridos pelos oito clubes mandantes no total, enquanto que o Fortaleza arrecadou R$ 631.270,00, quase o triplo do montante do Rio de Janeiro. O que deixa claro que a diferença entre os valores cobrados nos ingressos é mínima e quase não existe.

Veja abaixo uma lista com todos os jogos e dados da 8ª rodada da Taça Guanabara

Olaria 0 x 2 Flamengo

Público pagante: 4.712
Renda: R$ 60.840,00

Fluminense 2 x 2 Madureira

Público pagante: 1.426
Remda:
 R$ 21.040,00

Botafogo 2 x 2 Boa Vista

Público pagante: 3.216
Renda: R$ 83.580

Duque de Caxias 1 x 2 Vasco

Público pagante: 4.349
Renda: R$ 74.250,00

Audax 0 x 0 Quissamã

Público pagante: 232
Renda: R$ 4.320,00

Bangu 2 x 0 Volta Redonda

Público pagante: 368
Renda: R$ 6.250

Nova Iguaçu 2 x 2 Resenda

Público pagante: 574
Renda e público: R$ 8.240,00

Friburguense 1 x 1 Macaé

Publico pagante: 675
Renda: R$ 6.480,00 

Público pagante total da rodada: 15.675 (pagantes)
Renda total: R$ 239.710,00

Primeiro jogo da semifinal da Copa do Nordeste

Fortaleza 2 x 1 Campinense

Público pagante: 31.260
Renda: R$ 631.270,00

*Todos os dados citados acimas foram retirados dos boletins, borderôs e súmulas disponíveis pela FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), FPF (Federação Paulista de Futebol) e CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e podem ser visualizados em seus respectivos sites

**Lembrando que foram levantados os números de torcedores pagantes por partida. As gratuidades conformes as Leis estaduais (como cadeirantes, idosos e crianças) não foram inclusas, pois os números, em sua maioria, não são disponibilizados ou especificados em seus borderôs financeiros. 

Sem mais artigos