O ex-árbitro de futebol, Djalma Beltrami, comandante do 7º Batalhão da Polícia Militar em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, foi preso na operação “Dezembro Negro”, comandada pela Polícia Civil nesta segunda-feira. Ele, juntamente com parte de seus subordinados, é acusado de receber propinas de traficantes do Morro da Coruja, afim de liberação para o comércio de drogas na comunidade.

A operação conjunta com a Corregedoria Geral Unificada, a CGU, executou 11 mandados de prisão contra traficantes, sem contar nos 13, contra policiais militares. O ex-árbitro que se aposentou no meio deste ano, por sua vez, havia assumido o comando do 7º BPM havia somente três meses. O seu antecessor, Cláudio Luiz de Oliveira, havia deixado o cargo pela acusação no assassinato da juíza Patrícia Acioli, executada por tentar combater o crime organizado carioca.

De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Civil, Djalma Beltrami já está detido e seu processo deve seguir os trâmites da Polícia Militar, corporação à qual ele pertence. O ex-árbitro, com os seus comandados, teria negociado o pagamento de quantias entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por parte de traficantes para que o comércio de drogas continuasse ativo.

Nos últimos anos, Djalma Beltrami se tornou uma figura conhecida dos torcedores de futebol, por apitar a Série A do Campeonato Brasileiro. No entanto, no meio deste ano, ele resolveu se aposentar. Dentre as suas principais partidas de arbitragem, está a chamada Batalha dos Aflitos, em 2005, no jogo de Grêmio e Náutico, que o time gaúcho venceu fora de casa, sem quatro jogadores, expulsos.

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