O coordenador técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, chamou outra vez para os donos da casa o favoritismo na Copa do Mundo, em entrevista concedida nesta segunda-feira (26) na Granja Comary, em Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro.

“Temos a melhor zaga do mundo, nós temos um timaço, jogadores experientes, com qualidade, jogando em casa. Nós somos favoritos sim, não temos obrigação, mas somos favoritos. Só que favoritos também perdem”, afirmou o comandante do tetracampeonato mundial em 1994.

Ao ser lembrado de uma passagem no ano do quarto título brasileiro, em que disse na apresentação dos jogadores que estavam chegando ali os campeões daquela Copa, Parreira repetiu a frase: “chegaram, e chegaram bem”, garantiu.

O coordenador de seleções admitiu que toda a comissão técnica avaliou como boa a situação de receber jogadores “inteiros”, enquanto diversos participantes da Copa estão sofrendo com lesões de atletas importantes.

“A princípio, não há ninguém que preocupe. Vamos, claro, esperar os testes médicos e físicos. É mais fácil isso do que chegar com jogador desgastado. É melhor para conduzir o trabalho”, disse Parreira.

O técnico do tetra ainda falou sobre a condição física de Neymar, afirmando que o craque do Barcelona está no grupo dos jogadores que não preocupam, mas que serão avaliados para iniciar trabalho de homogeneização da condição de todos os atletas.

“O fato de ele (Neymar) ter jogado 30 minutos na final contra o Atlético de Madrid mostra que já está recuperado de contusão”, garantiu, referindo à última rodada do Campeonato Espanhol, disputada pouco mais de uma semana atrás.

No início da entrevista coletiva, que concedeu junto com o auxiliar técnico Flávio Murtosa, Parreira ainda falou sobre a sensação de iniciar a preparação para uma Copa do Mundo em casa.

“É diferente de tudo, tive essa experiência com a África do Sul, mas agora é no Brasil. Com certeza, a seleção vai ser um motivo de orgulho para todos, vai ser apoiada, incentivada, como foi na Copa das Confederações”, concluiu.

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