Dave até aceita ser xingado nos jogo por ser o árbitro, mas espera não ser xingado por ser gay

Dale até aceita ser xingado nos jogo por ser o árbitro, mas espera não ser xingado por ser gay

Dale Scott é árbitro da MLB (Major League Baseball) há 29 temporadas, torce para o Orange Ducks no futebol americano e é ex-DJ. Ele ama história, política e documentários. Ah, ele também é gay e casado com seu parceiro há 28 anos – mas isso só é mais um detalhe da vida dele.

Scott é o primeiro árbitro da MLB em atividade a assumir publicamente que é gay. Ele também é o primeiro a se assumir incluindo as grandes ligas americanas (NBA, NHL e NFL).

A história começa quando Scott apareceu na revista Referee, que tem circulação de 45 mil exemplares apenas. O artigo era um “perfil” do árbitro escrito por Peter Jackel, que buscava fotos de sua vida pessoal para ilustrar a matéria. Foi aí que o juiz tomou a decisão, junto com seu parceiro Michael Rausch, de mostrar uma parte de sua vida que permanecia escondida até então e enviou uma foto de ambos juntos. A legenda da foto foi: “Ele e seu companheiro de longa data, Michael Rausch, viajaram para a Austrália para a primeira partida da temporada”.

“Não parecia direito ter uma história inteira com imagens e não ter uma foto com Mike, alguém que estava comigo durante o processo todo”, afirmou Scott para o Outsports. Ele disse também que sabia exatamente o que estava fazendo ao mandar as fotos, que aquilo era uma pequena porta se abrindo em uma publicação que não era de circulação nacional. “Isto não é uma surpresa para Major League Baseball nem par as pessoas para quem eu trabalho. Não é uma surpresa para a equipe árbitro. Até Mike e eu nos casarmos em novembro passado, ele era meu parceiro e estava inscrito na minha política de seguro da MLB”, explica Scott.A história do árbitro não foi alardeada e nem tratada como polêmica pelos jornais dos Estados Unidos. Dale só faz um apelo para o público: “Pessoas gritam comigo durante o jogo por eu ser o juiz. A última coisa que eu quero é que os torcedores gritem comigo por eu ser gay. Sou um árbitro que se descobriu gay e não um gay que se descobriu um árbitro”.

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