O presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, falou pela primeira vez sobre o racha do Clube dos 13, assunto que monopolizou as atenções nos últimos dias, originado a partir da disputa por mais dinheiro oriundo dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.

Para ele, os clubes fora do eixo Rio-São Paulo que estão apoiando o movimento iniciado pelo Corinthians estão colocando a corda no próprio pescoço, já que a situação beneficiaria apenas a Corinthians e Flamengo, justamente os “capitães” da ação. “Tem time que gosta de ficar debaixo de guarda-chuva de cariocas e paulistas”, afirmou. O Galo está fechado com o C13, cuja licitação para a TV aberta terminou na última sexta, com vitória da ‘Rede TV!’.

Mirando no Cruzeiro, que também rompeu com o C13 e acertando nos outros clubes, Kalil defende a manutenção da situação atual que, para muitos, é responsável pelo equilíbrio do Campeonato Brasileiro. “Este abismo, que nós temos de ver quem consome o quê. Quem vai ganhar muito é o Flamengo e Corinthians, quem está indo atrás é um bando de bobos, mas tem time que gosta de ficar debaixo de guarda-chuva de cariocas e paulistas e o Atlético não aceita isso, não me interessa qual rede de TV é”, afirmou o dirigente.

Apesar dos ataques e do posicionamento contra os “rebeldes”, ele não se mostrou satisfeito com os R$ 516 milhões anuais oferecidos pela emissora – apenas R$ 16 mi acima do valor inicial. “O Atlético não saiu satisfeito não, porque a própria ‘Rede TV!’ disse no dia que tinha dois envelopes, então esta brincadeira de péssimo gosto que eles fizeram ai custou R$ 200 milhões”. Rumores apontam que, ao ver que não teria concorrentes, a emissora vencedora apresentou a proposta menor. O valor citado para o outro envelope seria de R$ 720 milhões.

Essa afirmação referenda a seguinte: para ele, a briga fará os clubes perderem muito dinheiro. “Estamos falando de R$4 bilhões, se todo mundo estivesse unido, brigando, a gente estaria falando de um negócio de R$ 3,9 bilhões em três anos (…) Tem muita gente que vai ter de se explicar o porquê de ter mudado de lado”.

Bomba teleguiada – Finda a explanação incial, vieram os ataques diretos e direcionados ao arquirrival Cruzeiro, acusado de “virar a casaca” pelo dirigente. 

Segundo Kalil, Zezé Perrella havia lhe prometido apoio, mas mudou de lado: “Conversei com ele três vezes, para ficar comigo, mas passou 15 minutos e ele correu para outro lado”.

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