A Conmebol anunciou ontem a abertura de uma investigação e que está empenhada em reunir todos os relatórios das autoridades dessa partida e das equipes envolvidas.

O presidente do Tigre, Rodrigo Molinos, afirmou que o gerente de futebol do São Paulo, José Carlos dos Santos, usou um bastão para bater nos jogadores do time argentino na zona dos vestiários do Morumbi durante o intervalo da final da Copa Sul-Americana, na última quarta-feira (12).

“O gerente geral do São Paulo, (José) Carlos dos Santos, foi com outras pessoas à zona dos vestiários durante o intervalo e, com uma barra, bateu nos jogadores do Tigre”, denunciou Molinos em entrevista ao programa de rádio “Deportivo Télam”, da agência estatal de notícias argentina. “Depois que terminou tudo, encontrei Santos na delegacia onde fomos prestar queixa e ele não conseguia nem me olhar nos olhos”, declarou.

Os jogadores do Tigre, agredidos por segurança do clube paulista, se negaram a disputar o segundo tempo da decisão. Com isso, o árbitro chileno Enrique Ossés deu a partida por encerrada e o São Paulo, que ganhava por 2 a 0, foi proclamado campeão.

“O quarto árbitro desceu ao vestiário e viu que a equipe não se dirigia ao campo, mas em nenhum momento se preocupou em constatar as lesões sofridas pelos jogadores nem com as manchas de sangue nas paredes”, disse.

“O que aconteceu primeiro no túnel e depois no vestiário foi uma barbaridade. Machucaram o assistente ‘Cacho’ Borelli e os jogadores Martín Galmarini, Lucas Orban, Damián Albil e Rubén Botta, e inclusive botaram uma arma de fogo no peito do nosso goleiro (Albil)”, acusou Molinos.

O dirigente disse que “membros da segurança privada do São Paulo” agrediram os jogadores argentinos e que a “polícia desceu para acabar com a confusão e também bateu nos jogadores”.

“Por isso nós já elaboramos com Sergio Massa (prefeito da cidade de Tigre) e nossa diretoria um relatório para apresentar à AFA (associação argentina de futebol), para que esta o leve perante a Conmebol, porque o que pretendemos é que o sancionado seja o São Paulo, e não a gente por não termos jogado o segundo tempo”, afirmou.

“Os jogadores estavam em estado de choque, e havia um vídeo dos fatos que um veículo de imprensa de São Paulo fez, mas depois negou possuí-lo. A polícia nos disse que tinham prendido o homem que estava com a arma de fogo, mas isso também não aconteceu. Nós fomos as vítimas em toda essa situação, descemos ao vestiário quando nos avisaram o que estava acontecendo e até tememos por nossas vidas”, disse o presidente do Tigre.

A AFA anunciou que vai apoiar o relatório que o Tigre apresentará perante a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

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