O técnico da Argentina, Diego Maradona, afirmou ter “vontade de seguir” no cargo, mas com a condição de manter sua atual comissão técnica.

“Continuar significa tomar o comando e com as pessoas que eu quero”, ressaltou em entrevista divulgada na madrugada de hoje pelo canal de televisão local “América” em meio de rumores que a Associação do Futebol Argentino (AFA) pôs objeções à continuidade de alguns colaboradores do treinador.

Maradona afirmou que está “com vontade de continuar”, mas esclareceu que sua permanência dependerá da reunião que terá “esta semana” com o presidente da AFA, Julio Grondona.

“O resultado (da reunião) vai depender do que ele quiser e do que aceitar do que eu lhe pedir”, disse.

“Não há nenhuma possibilidade de continuar como treinador da seleção se me tirarem (Alejandro) Mancuso ou (Héctor) Enrique (seus auxiliares) ou um massagista, ou me queiram oferecer este ou aquele”, advertiu.

Maradona também negou taxativamente conflitos internos no elenco argentino, um dos quais seria entre o meia Verón e Mancuso, que teriam se desentendido durante a Copa do Mundo.

O técnico argentino disse ainda que não voltou a assistir à goleada sofrida para a Alemanha (4 a 0), que a eliminou do Mundial da África do Sul, e que “jamais” o fará.

“Não merecíamos terminar assim nossa campanha, e o trabalho que foi feito foi bom”, declarou.

Maradona retornou à Argentina neste sábado após ficar alguns dias em Caracas, onde se reuniu com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Querendo permanecer, Maradona impõe condições para seguir como técnico da Argentina

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