Polêmico, direto e sem papas na língua. Assim é o ex-jogador e deputado federal Romário, que em entrevista à revista Playboy de novembro falou abertamente sobre política, futebol e, claro, sobre mulheres e suas experiências nos tempos de atleta profissional. Um dos alvos principais do Baixinho no bate-papo para a edição de aniversário de 21 anos da publicação foi a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Ao ser questionado sobre o que achava de Ricardo Teixeira e José Maria Marin, ex e atual presidente da entidade máxima do futebol brasileiro, respectivamente, Romário, que é um dos organizadores da CPI da CBF, foi enfatico ao chamar os dois dirigentes de ladrões.

“Eles são dois ladrões e tinham que ser presos. O que Ricardo Teixeira representou para o seu mandato, no começo, é 100% diferente do que ele fez nos últimos anos. Ele é um cara que fez com que o futebol brasileiro fosse visto por todo o mundo como um futebol corruptom um futebol cujos dirigentes, no caso da CBF, se enriqueceram iliciatamente. E, infelizmente, esse cara hoje (José Maria Marin) consegue fazer tudo muito pior que o Ricardo Teixeira, porque o Ricardo pelo menos começou bem. Eu até achei que o Marin ia começar bem. Ele esteve aqui, chorou, me abraçou, pediu ajuda e eu me coloquei à disposição, mas um mês depois eu vi que o objetivo era o mesmo: enriquecer, ele e o Marco Polo del Nero (presidente da Federação Paulista de Futebol). São Pessoas que fazem muito mal ao futebol”, afirmou o deputado.

Além das críticas aos dirigentes do futebol brasileiro, Romário também falou sobre o seu passado nos campos de futebol. Perguntado sobre a sua não convocação para a Copa do Mundo de 2002, quando o Brasil, assim como hoje, era dirigido por Felipão, o Baixinho revelou uma mágoa do seu ex-treinador.

“Fiquei muito puto, e achei que foi meio sacanagem dele comigo, porque apareceram vários motivos pra isso, e nenhum deles era verdadeiro. Diz que saí com a aeromoça no Uruguai. Foram duas derrotas, porqe não fui convocado e não comi a mulher. Eu nunca tive nada contra o Felipão, só fiquei puto porque fiquei sem um título. Mas a gente pode dizer que ele teve razão, eu não fui e o Brasil foi campeão. É claro que com a minha ida a seleção seria campeã também”, disse.

Por fim, como não poderia faltar, Romário falou de sua fama de mulherengo e também das experiências dentro de campo, só que acompanhado. Sem frescuras, o Baixinho revelou que já transou no vestiário e também em um dos estádios da Copa do Mundo de 2014.

“Aqui em Brasília, o Mané Garrincha; antes da reforma, esse já viu o Romário em ação. Da época em que eu jogava no Flamengo. Foi no vestiário, sempre. No campo é foda, no campo eu já transei, mas em outra situação”, disse o Baixinho, que explicou como foi a experiência. “Quando eu estudava, fazia faculdade na Castelo Branco, tinha um campo. E foi isso, bem de madrugada”, completou.

 

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