O franco-brasileiro João Havelange, ex-presidente da FIFA e “mentor” de Ricardo Teixeira, atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), falou, em entrevista ao diário Lance! sobre o processo de sucessão da FIFA em 2015 e deu a pista: seu genro deve se candidatar ao cargo hoje ocupado por Joseph Blatter.

Segundo ele, Teixeira queria se candidatar em 2011, mas ele o acoselhou a adiar o sonho para 2015, “pois o Blatter, em 1º de junho de 2011, será reeleito”. 

Com autoridade de ex-presidente da entidade por 24 anos (entre 1974 e 1998), Havelange deu seu palpite: “O Ricardo é dedicado, tem 30 anos a menos. Seria um bom presidente por ter administrado a CBF”.

O adiamento também tem um motivo. Como Teixeira está na cabeça da organização da Copa de 2014, um mundial bem-feito seria o seu maior cabo eleitoral, uma vez que deve ter um adversário forte: o francês Jérôme Valcke, atual secretário-geral da Fifa e virtual candidato da situação, uma vez que ocupa o mesmo cargo que o atual presidente, Blatter, ocupava à época de seu antecessor, que era justamente Havelange.

Sobre seu candidato, Blatter, só elogios: “Ele foi um secretário nota dez, tem cultura e experiência”, afirmou, antes de deixar claro que a função do atual presidente foi continuar sua gestão: “Com o Blatter, dará 40 anos da mesma política, e será 50 no total”. 

Atualmente, ele vem sendo questionado por suposta corrupção no processo seletivo para as Copas de 2018 e 2022, com acusações de venda de votos por parte de delegados integrantes do processo seletivo em favor de Espanha e Qatar. Havelange minimizou, apesar de levar para o lado pessoal: “A notícia veio de um jornal inglês. Faz uma análise. Cheguei à Fifa e o senhor Stanley Rous era o presidente. Nunca mais ocorreu. Não estão satisfeitos e me atacam. Não se conformam”


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Ricardo Teixeira será presidente da Fifa em 2015, diz Havelange

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