De Friendereich e Neco, em 1919, a Robinho, em 2007, o Brasil já teve 11 jogadores que conquistaram o posto de artilheiro da Copa América, mas nenhum deles conseguiu a proeza mais de uma vez.   

Um dos líderes da seleção de Mano Menezes, o atacante revelado no Santos e que atualmente defende o Milan tem a chance de alcançar o feito inédito para o país.   

Para isso, terá a ajuda de três velhos conhecidos: Paulo Henrique Ganso e Neymar, com quem atuou no Peixe em 2010, e Alexandre Pato, seu companheiro na equipe ‘rossonera’.   Mas a concorrência será grande. Além do próprio Pato, que é o ‘homem-gol’ da equipe de Mano, Robinho terá que disputar o posto com atletas acostumados a colocar a bola na rede.   

A Argentina tem Lionel Messi, Bola de Ouro da Fifa e artilheiro da Liga dos Campeões e do Campeonato Espanhol na última temporada,além de Carlos Tévez, maior goleador do Campeonato Inglês. No Uruguai, está Diego Forlán, um dos que ocuparam o topo da artilharia da última Copa do Mundo, enquanto a Colômbia tem Falcao García,líder da lista na Liga Europa passada.   

O primeiro goleador de uma Copa América, quando o torneio ainda se chamava Campeonato Sul-Americano, foi o uruguaio Isabelino Gradín, que ajudou a ‘Celeste’ a ser campeã na Argentina. Em compensação, desde 1999, os artilheiros sempre foram velhos conhecidos do futebol brasileiro.

Há 12 anos, no Paraguai, Ronaldo e Rivaldo fizeram cinco gols cada e lideram a conquista do troféu pelos comandados do técnico Vanderlei Luxemburgo. Em 2001, a seleção de Luiz Felipe Scolari foi mal, e a Colômbia ficou com a taça, graças principalmente aos seis gols do atacante Víctor Aristizábal, ex-jogador de São Paulo, Santos, Cruzeiro e outros times brasileiros.

Em 2004, o Brasil bateu a Argentina nos pênaltis, após empate no tempo normal. O gol da igualdade em 2 a 2 foi marcado nos acréscimos por Adriano, que fez outros seis naquela edição e sagrou artilheiro.   

Se somados os gols em todas as edições da competição, o brasileiro Zizinho e o argentino Noberto Méndez são os líderes dalista, com 17 gols, número que não deverá ser alcançado em 2011, já que nenhum dos atletas convocados pelos 12 treinadores alcançou sequer a marca de dez bolas na rede.

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