Ronaldo esteve em um hotel da região central de São Paulo nesta sexta-feira (26) para entrevista coletiva na qual apresentava sua nova intentona tanto esportiva quando empresarial: o pôquer. Chamando a prática de “esporte da mente”, o ex-jogador e empresário, junto de convidados e personalidades do pôquer, fizeram questão de lembrar que agora, no Brasil, o pôquer também é reconhecido pelo Ministério dos Esportes.

Ao lado do campeão mundial e Team PokerStars Pro, André Akkari, de David Carrion, presidente do LAPT (Latin American Poker Tour, ou Tour Latino-Americano de Pôquer) e Igor “Federal“ Trafane – Presidente da Confederação Brasileira e organizador do evento –, Ronaldo em clima muito descontraído revelou como conheceu o esporte, o que espera dele e como irá se postar no cenário internacional e, principalmente, nacional, querendo fazer do pôquer o “novo MMA”, no quesito popularidade.

“Toda noite fazia uma rodinha de jogo no Corinthians. A competição está no meu sangue, na minha vida. Sou muito competitivo em todos os esportes que pratico”, declarou, contando que seu principal rival quando ainda jogava no Timão era o zagueiro Paulo André, sendo que com ele detém um recorde de 50 vitórias contra somente 10 derrotas, segundo o próprio Fenômeno, que começou a jogar quando atuava na Europa.

Segundo ele, garantiu que aconteciam apostas nos bastidores do Parque São Jorge. Nenhuma envolvia dinheiro, mas os perdedores pagavam com favores, corridas a mais no campo e até servindo como mordomos.

“Independentemente da qualidade técnica, fui sempre muito corajoso (risos). Sempre que o nove vem na minha mão, parece que é um sinal, mas sempre me decepciona (risos) porque, obviamente, não é uma carta muito boa. Tenho uma história muito forte com o nove, e acabo achando que é um sinal, que tenho que ir, gritar ‘all-in’ (quando o jogador aposta todas as suas fichas), e na maioria das vezes eu perdi (com o nove)”, contou, falando sobre o número que vestiu na maioria dos clubes que passou e que consagrou, tanto a ele quando ao próprio numeral.

Ronaldo é quase que um sinônimo, no mundo futebolístico, para o nove. Mas, para a nova modalidade, disse precisar estudar muito, ainda que só jogue por diversão.

“Soube que há mais de 4.500 livros sobre o pôquer. O último livro que li, faz mais de um ano, não era sobre pôquer”, respondeu à imprensa, arrancando risadas, e assegurando que joga somente para se descontrair.

Finalizando, Ronaldo espera que o pôquer perca a estigma de “jogo de azar” e que entre de vez no gosto do brasileiro. Fazendo alusão ao rápido crescimento das lutas do MMA (Mixed Martial Arts, ou Artes Marciais Mistas), o esporte – para o atleta – tem muitas expectativas de crescimento em popularidade, visto a facilidade das condições de jogo, diferentemente das lutas.

“Acho que a comparação é boa. Não sei as estatísticas, o número de praticantes e do MMA e do pôquer, mas o pôquer ganha com muita sobra nesse quesito. Tem a facilidade de jogar on-line e tudo isso. Quem joga pôquer, assiste pôquer. Eu mesmo já me peguei muitas vezes assistindo ao vivo. Quanto mais popular ficar, quanto mais pessoas importantes prestigiarem, mais vai chamar a atenção do público e vai transformar esse esporte também em produto midiático”, opinou Ronaldo.

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