Já pensou seu filho tendo aulas sobre pôquer no colégio? Provavelmente isso nunca passou pela cabeça de nenhum, ou melhor, quase nenhum pai, mas Walter Feldman, secretário de Esportes e Lazer da cidade de São Paulo, cogitou a ideia.

“Infelizmente, o esporte é pouco explorado na educação. Não só os esportes mais conhecidos, físicos. Assim como outros esportes da mente, o pôquer poderia fazer parte da grade curricular das crianças, já que é um esporte de habilidade mental. É uma atividade coletiva, de saúde mental”, afirmou Feldman.

A declaração do secretário aconteceu no WTC Sheraton na última quarta-feira (16) durante a abertura oficial da quarta temporada do Latin American Poker Tour (LAPT).

Minutos depois, Feldman ressaltou o talento brasileiro em todas as modalidades esportivas. “O brasileiro precisa aprender de uma vez por todas que o esporte é nossa vocação. Tudo que o brasileiro se propõe a fazer nesta área, ele se destaca. Imaginem quantos atletas profissionais de pôquer não poderiam aparecer por aqui”, disse.

Para finalizar, o secretário avisou que o pôquer não é uma atividade ilícita e avisou que quem acha que a modalidade é proibida está sendo hipócrita.

“Legalmente, não há dificuldade nenhuma em São Paulo. Só haveria por hipocrisia. Hoje já temos o parecer favorável (ao pôquer como jogo de habilidade) do grande jurista Miguel Reale Jr, e o próprio prefeito Gilberto Kassab enviou uma carta-convite para o PokerStars visitar a cidade”, completou.

Em resposta a matéria publicada nesta quinta-feira (17), a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo pediu direito de resposta. Segue abaixo o conteúdo da carta enviada pela secretaria:

“A Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação esclarece que as declarações do secretário Walter Feldman na abertura do LAPT ontem, em São Paulo, foram tiradas do contexto original na publicação da matéria,  principalmente na elaboração do título. “Secretário de Esportes de São Paulo quer pôquer como matéria escolar”.

O secretário fazia uma explanação contra o preconceito sofrido pelo poker e seus aficcionados  e em defesa dos esportes da mente no currículo escolar. Ele citou, antes do poker, xadrez, bridge e damas como exemplos de possíveis esportes da mente que poderiam ser incluídos na grade curricular das escolas e lembrou que o poker faz parte do currículo escolar de alguns países.

Ele defende, sim, a inclusão de esportes da mente no ensino regular, sendo o poker, porém, apenas uma das opções e não a única ou principal, como faz crer a reportagem.

Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação.”

Atualizada às 19h34

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