O secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, afirmou na noite da última terça-feira (04) em Madri que o Brasil precisa “exorcizar o fantasma” do ‘Maracanazo’ na próxima Copa do Mundo.

Fernandes liderou a apresentação do ato ‘A 100 dias da Copa do Mundo’ hoje na Casa do Brasil da capital espanhola, onde expressou a certeza de que tudo estará a ponto para o dia do jogo de abertura do Mundial em São Paulo, no dia 12 de junho.

O dirigente afirmou em entrevista coletiva que o “Brasil tem como fantasma a derrota contra o Uruguai” na final do Mundial de 1950.

“É preciso exorcizar esse fantasma” com a conquista da Copa, disse Fernandes, que ressaltou que o Brasil “poderá ganhar cinco ou seis mundiais depois, mas a vitória neste tirará o peso deste fantasma”.

Fernandes também assegurou que o Brasil “pretende surpreender e encantar” todo o mundo graças a sua riqueza cultural, a sua tolerância e a sua identidade, que se completam com o futebol.

O secretário-executivo lembrou que a Copa do Mundo será uma “plataforma para que os brasileiros possam viver melhor no futuro” por toda inovação e construção que trouxe no aspecto de infraestruturas, e considerou que os protestos que possam vir a acontecer, como ocorreu na Copa das Confederações, não terão um impacto negativo no torneio.

“O Brasil é um país democrático, que reconhece a liberdade de manifestação, e os protestos não são um problema do ponto de vista do governo, são um direito. O que ocorreu na Copa das Confederações é que as manifestações acabaram com grupos não legítimos que cometeram atos de vandalismo”, explicou.

O governo luta contra estes vândalos, disse Fernandes, que também destacou que a opinião pública brasileira repudia as ações violentas.

“A Copa das Confederações não foi afetada por esses atos. Foi um sucesso e o clima nos estádios foi pacífico. A imagem transmitida ao mundo que não foi a correta”, assinalou.

Fernandes ressaltou, quanto à evolução da construção dos estádios, que é verdade que o andamento das obras de Curitiba, por exemplo, gerou preocupação ao Comitê Organizador Local (COL) e à Fifa.

Por isso, decidiram acelerar as obras e agora “93% do estádio está terminado, motivo pelo qual foi possível garantir Curitiba como uma das sedes, porque se teve a certeza de finalizar o estádio com a qualidade necessária no prazo”.

No caso de São Paulo, Fernandes lamentou o acidente que matou dois operários e atrasou as obras da Arena Corinthians, e lembrou que sem esse percalço o estádio já estaria pronto.

O secretário-executivo argumentou que todos os estádios ainda não concluídos passarão por testes. O primeiro deles será uma partida perante 10 mil espectadores; o segundo, para 30 mil; e a terceira, com a capacidade completa.

“A questão dos atrasos nas obras deve ser vista com perspectiva. Todas as infraestruturas necessárias têm que estar prontas para a Copa”, disse Fernandes, elogiando o grande trabalho feito para unir todas as administrações implicadas.

Fernandes explicou, além disso, que o governo brasileiro optou por contar com 12 sedes em vez de oito, porque considerou que a Copa do Mundo “é uma oportunidade histórica e única para fomentar o desenvolvimento por todo o país”.

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