O técnico Clarence Seedorf, do Milan, afirmou que não gosta “de equipes que ficam atrás e buscam jogar no contra-ataque”, mas prefere aquelas que “tenta marcar mais de um gol por partida”.

Em entrevista publicada no site da Uefa, o ex-jogador de 37 anos explicou sua filosofia de jogo, radicalmente oposta a de seu antecessor, Massimiliano Allegri.

“Nunca gostei de equipes que ficam atrás e buscam suas opções no contra-ataque, embora, certamente, isso pode dar muito certo. É possível ganhar assim e às vezes é necessário jogar desta forma. Mas se você me perguntar o que eu realmente gosto, são das equipes que buscam marcar mais de um gol por partida”, disse.

Seedorf, que estreará como treinador na Liga dos Campeões na próxima quarta-feira (19) contra o Atlético de Madrid, é o jogador mais premiado da história do torneio, ao ter sido campeão em quatro ocasiões com três equipes diferentes: uma com o Ajax, uma com o Real Madrid e duas com o Milan.

Seedorf, que atuava no Botafogo quando recebeu o convite de Silvio Berlusconi, proprietário do clube italiano, chegou há dois meses na equipe de San Siro para resgatar um conjunto que, apesar de seguir adiante na Liga dos Campeões, não tem tido o mesmo desempenho no Campeonato Italiano.

“Temos a responsabilidade, especialmente perante os mais jovens que nos observam, não só de ganhar, mas de fazermos de uma certa maneira. Não se trata só de competir, mas de como competir”.

Seedorf disse que gosta de ver “como em um jogo de futebol as equipes atacam”, porque isso é “criativo”.

“A criatividade para mim é que os jogadores mostrem suas habilidades individuais, mas também que joguem como equipe. O Bayern, por exemplo, mostrou isto ao longo dos últimos anos, com uma grande organização e um grande potencial em ataque”, apontou.

O Milan venceu o Bologna no fim de semana por 1 a 0, com um grande gol do atacante Mario Balotelli, o jogador que parece ter se conectado melhor com seu novo técnico e que se encontra mais em forma desde sua chegada.

Seedorf afirmou que seu objetivo e “ambição” é utilizar a “etapa de transição” que vive a equipe para “construir um futuro brilhante e um elenco forte que compita outra vez em nível mundial”.

“Voltar ao Milan foi como voltar para casa. É como se realmente não tivesse saído. Conheço todo o mundo e todo o mundo me conhece. Foi como voltar após uma lesão ou férias”, disse Seedorf, que atuou na equipe por dez anos.

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