A seleção brasileira mostrou tensão e nervosismo no treino realizado nesta terça-feira, um dia antes de enfrentar o Equador, em que precisará pelo menos de um empate para avançar às quaras de final da Copa América.

Longe de organizar uma atividade leve, como costuma acontecer na véspera dos jogos, o técnico Mano Menezes preparou um treinamento integral e mostrou sua parcela de nervosismo ao fechar grande parte da sessão à imprensa.

Depois de ter revelado a equipe titular para a estreia contra a Venezuela com uma semana de antecedência, Mano optou por esconder a escalação antes da partida contra o Paraguai e agora repetiu a estratégia.

Na parte final do treino desta quarta, com a presença das câmeras de televisão, foi realizado o tradicional rachão. O meia Paulo Henrique Ganso se destacou ao marcar três gols, e Lúcio, que costuma fazer investidas ao campo de ataque, balançou a rede duas vezes.

Apesar do tom informal da atividade, foi possível sentir certa tensão entre os jogadores pela necessidade de melhorar a imagem deixada nos dois primeiros compromissos, nos quais o Brasil ficou no 0 a 0 com os venezuelanos e empatou em 2 a 2 com os paraguaios.

Houve recriminações por passes errados ou chances de gols desperdiçadas, em contraste com o habitual clima descontraído da seleção.

Nas entrevistas, também era notável o ambiente mais sério. As palavras davam medida da responsabilidade do duelo diante do Equador. O goleiro Julio César, o meia Jádson e os atacantes Alexandre Pato e Fred, os quatro atletas que se apresentaram à imprensa nesta quarta, caracterizaram diversas vezes o confronto do estádio Mario Alberto Kempes como “final” e “partida decisiva”.

A delegação viajará na noite desta terça para Córdoba, onde nesta quarta encerrará a participação na primeira fase da Copa América. Atualmente, o Brasil é o segundo colocado do grupo B, com dois pontos, empatado com o Paraguai em todos os critérios. A líder é a Venezuela, com quatro, enquanto o Equador, que tem apenas um, ocupa o último lugar.

Sem mais artigos