O ex-primeiro-ministro da Itália e proprietário do Milan, Silvio Berlusconi, decidiu manter o homem-forte do futebol do clube, Adriano Galliani, que chegou a anunciar a intenção de renunciar por causa de divergências com a filha do empresário, Barbara.

“Ao Milan, voltou a serenidade. Adriano Galliani segue em seu cargo”, disse Berlusconi através de comunicado enviado pela diretoria de comunicação do clube à agência de notícias Ansa.

Ontem à noite, Silvio Berlusconi se reuniu por mais de quatro horas com o executivo-chefe e vice-presidente do clube na mansão do empresário, na cidade de Arcore, próxima a Milão.

Mais cedo, Galliani anunciou que renunciaria aos cargos que ocupa, provavelmente, após a partida entre Milan e Ajax, pela Liga dos Campeões da Europa. A relação do executivo-chefe com a diretoria começou a se tornar complicada com a entrada de Barbara, que passou a ter discreta presença no Conselho de Administração.

A ruptura total aconteceu quando a filha de Berlusconi explicou que, em diversas conversas telefônicas com o pai, sobre a situação do clube, pediu uma “mudança na filosofia do clube”, criticando a atuação rossonera na última janela de transferência. Para a imprensa italiana, isto foi como pedir “a cabeça” de Galliani.

O jornal italiano Gazzetta dello Sport revelou que a multa de Galliani, de 69 anos, para deixar os cargos que ocupa seria de € 50 milhões, ou R$ 157 milhões.

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