Desacostumada a jogar no Brasil e com muitos torcedores a apoiando, a tenista Teliana Pereira reconheceu que o público foi determinante para que ela saísse de uma grande desvantagem no segundo set para vencer a austríaca Patricia Mayr-Achleitner e avançasse às quartas de final do Rio Open.

“A torcida foi incrível, me ajudou muito. Em alguns momentos eu fico arrepiada. Tinha muita gente hoje, nunca joguei com tanta gente assim a meu favor. Eles me ajudaram muito no momento em que eu estava em baixa, e eu pensei: ‘tenho que virar este set’. A torcida fez toda a diferença”, enalteceu a tenista número 1 do país e 98 do mundo.

Na segunda parcial, Teliana esteve em desvantagem de 5-3, e Mayr-Achleitner teve três set points sacando. Entretanto, a brasileira reagiu, provocou a disputa do tie-break e fechou a partida. De acordo com ela, além de apoiá-la, a torcida teve papel importante ao aumentar a pressão sobre a austríaca.

“Muitas vezes algumas meninas se deixam levar um pouco por isso (torcida contra), ficam nervosas. Eu gosto de jogar com torcida a favor e contra, mas há quem não consiga. Houve um momento em que ela começou a ficar muito irritada, e a torcida a irritou um pouco mais. Isso me ajudou bastante”, admitiu.

Além do empurrão do público, Teliana apontou como importante para a classificação a entrada em quadra de seu irmão e treinador, Renato Pereira, quando perdia por 5-2 na segunda parcial.

“Eu vinha jogando muito bem, mas no segundo set relaxei e ela começou a ser bem mais agressiva. Quando meu irmão entrou na quadra, falou que eu tinha que variar mais o jogo e ser agressiva. No 40-0, ela vacilou, deu um pouco de chance, e eu aproveitei”, lembrou.

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