O Estádio do Mineirão teve instalado na última terça-feira (06) a Usina Solar Fotovoltaica (USF) e se tornou a primeira arena de uma Copa do Mundo a possuir esse tipo de sistema de energia renovável. A capacidade instalada de geração de energia da usina é de 1.600 megawatts-hora por ano, suficiente para abastecer 1.200 residências.

“O sistema é feito de placas fotovoltaicas, com células de silício que transformam a luz do sol em energia elétrica. No caso do Mineirão são seis mil placas conectadas no teto do estádio. A energia passa por um equipamento chamado inversor, que faz a adaptação ao padrão de nossa rede elétrica”, afirmou o Superintendente de Tecnologia e Alternativas Energéticas da Cemig, Alexandre Maia Bueno. “A partir daí, ela está disponível para atender a demanda de todos os que estiverem conectados à rede. Como não é possível armazenar toda a energia, 10% serão utilizados na alimentação do Mineirão e o restante será repassado ao consumidor comum”, completou.

Construída pela Companhia de Energia Elétrica de Minas Gerais (Cemig), em parceria com o banco alemão KfW e a Minas Arena, empresa que administra o Mineirão, a usina, cujo projeto foi inspirado nos estádios de Freiburg, capital solar da Alemanha, de Berna, na Suíça, e nos estádios sustentados por energia solar construídos para a Eurocopa, já foi testada de acordo com as determinações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e será colocada em funcionamento  no dia 14 de junho, durante o duelo entre Colômbia e Grécia, primeiro jogo do Mineirão na Copa de 2014.

A USF do Mineirão é, segundo a Cemig, a maior instalação de energia solar em operação no país. O investimento foi de R$ 15 milhões de reais, com 80% financiado pelo banco alemão. Todos os equipamentos foram instalados na cobertura do estádio e ocupam uma área de 11,5 mil m².  A construção de todo o sistema é invisível aos olhos do torcedor, respeitando a arquitetura do estádio, que é tombada pelo patrimônio histórico.

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