O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou nesta segunda-feira (17) que confia que a polícia brasileira poderá conter eventuais protestos durante a Copa do Mundo e assegurou que o importante será “garantir que as pessoas cheguem aos estádios”.

Valcke visitou o Estádio Nacional Mané Garrincha, uma das 12 sedes do Mundial que começará em 12 de junho, e disse que perante possíveis manifestações, como as que houve durante a Copa das Confederações, a polícia “terá que fazer seu trabalho”, pois “o público tem direito a ver as partidas”.

Nas últimas semanas, diversos movimentos sociais se agruparam na plataforma “Não vai ter Copa”, e após vários protestos em janeiro prometem voltar às ruas de dezenas de cidades do país no próximo sábado.

Valcke não quis comentar a legitimidade desses protestos. “A única coisa que posso dizer é que temos certeza que a Copa é um grande evento em qualquer país”, declarou.

O secretário da Fifa disse, além disso, que “é importante para qualquer país apoiar o Mundial. E isso não é apoio à Fifa, mas à competição”.

O ministro de Esporte do Brasil, Aldo Rebelo, que acompanhou Valcke durante a visita, reiterou que o Governo garantirá a segurança durante a Copa e afirmou que “as manifestações violentas, que ameaçam vidas ou patrimônios, tem seu tratamento previsto em lei”.

Segundo Rebelo, “com ou sem Mundial, em qualquer circunstância, basta a aplicação da lei” para conter os violentos.

Assim como ocorreu no domingo, quando visitou as obras do estádio de Manaus, Valcke voltou a ser consultado sobre a situação de Curitiba, outra das 12 sedes e cuja arena é a mais atrasada de todas.

Valcke foi consultado sobre a decisão que a Fifa prepara para tomar com relação ao estádio de Curitiba, o mais atrasado dos 12 que serão utilizados no Mundial.

No entanto, Valcke reiterou que só responderá essa pergunta amanhã, quando acabar o prazo dado pela Fifa às autoridades de Curitiba para demonstrar que as obras avançam no ritmo adequado, pois de outro modo a cidade pode ser excluída do evento.

O secretário-geral da Fifa comentou a situação gerada em Porto Alegre por uma disputa financeira entre as autoridades da cidade e o clube Internacional, proprietário do estádio Beira Rio, que será utilizado durante o Mundial.

O problema está no pagamento de estruturas temporárias que deverão ser instaladas para o Mundial no Beira-Rio.

O Inter sustenta que os R$ 30 milhões de custo dessas estruturas devem ser arcados pelas autoridades do Porto Alegre, que por sua vez alegam que uma cláusula contratual estabelece que isso é de responsabilidade do clube.

Nesse sentido, Valcke declarou que “um estádio não pode receber uma Copa do Mundo sem estrutura de Copa do Mundo” e manifestou sua esperança em um acordo entre o Inter e as autoridades do Porto Alegre, cidade que visitará hoje mesmo.

Consultado sobre se a Fifa pode arcar com essas despesas, o diretor foi taxativo. “A resposta é não”.

Antes de se dirigir ao estádio, Valcke conheceu a Fábrica Social, um centro de capacitação para pessoas de baixa renda, no qual, além disso, são confeccionados uniformes escolares, prendas esportivas e bolas que são distribuídas entre a população mais pobre de Brasília.

Atualmente, na Fábrica Social também são elaboradas bandeiras dos diversos países que participarão do torneio.

Valcke percorreu as instalações junto ao ministro Rebelo e o governador de Brasília, Agnelo Queiroz, e avaliou essa iniciativa, que atualmente dá emprego a cerca de 1.200 pessoas.

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