O presidente do Vélez Sarsfield, Miguel Calello, considerou exagerada nesta quarta-feira a punição imposta pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), que obriga a sua equipe a jogar com os portões fechados na partida contra o Peñarol e sem a presença da sua torcida no confronto fora de casa.

A punição foi decidida após os incidentes ocorridos em Montevidéu no último dia 26 de fevereiro quando o Vélez ganhou do Peñarol por 1 a 0.

“Há um relatório que foi usado como base para a punição, no qual são mencionados os estragos provocados por torcedores do Vélez em uma das tribunas do estádio Centenário, mas não diz nada das agressões sofridas pelos nossos torcedores e dirigentes, nem sobre os danos nos ônibus dos torcedores e da equipe”, afirmou Calello.

O dirigente disse à agência de notícias estatal da Argentina, Télam, que vê “hipocrisia” na forma como foi estipulada a punição, que também condenou o clube argentino a pagar US$ 100 mil de multa.

“Ao adotar uma resolução sobre um relatório que não é real, pois falta uma parte importante do que aconteceu no Centenário, me parece que é algo que não corresponde”, afirmou Calello.

“O que nos indigna é que o Vélez apresentou um documento de dez páginas, com um relatório da empresa de ônibus Plusmar responsável pelo transporte dos torcedores, em que descreve todos os danos nos veículos”, disse, e afirmou que “pelo visto não leram o documento” enviado pelo clube.

Ao retornar a Buenos Aires depois da partida, Calello afirmou que a “operação policial em Montevidéu falhou”, tanto no Centenário, quanto nos seus arredores.

O dirigente argentino afirmou que “existem limites que não estão sendo respeitados. A polícia tem que saber organizar uma operação com estas características”.

“A única coisa que tinham que organizar era a chegada dos ônibus que traziam os nossos torcedores e a saída. O problema foi com a polícia uruguaia”, disse Calello ao jornal Clarín de Buenos Aires.

Após afirmar que a polícia “agrediu mulheres” na arquibancada, o presidente do Vélez lembrou: “Em janeiro quebraram os vidros do ônibus quando viemos jogar um amistoso. Desta vez também causaram danos ao ônibus”.

“Se não entendemos que isto é futebol, que não se ganha desta forma, estamos todos loucos. O chefe do esquema de segurança uruguaio deveria ser considerado o responsável por tudo aquilo que aconteceu”, afirmou Calello. 

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