A Prefeitura de Zapopan, município onde está localizada a Vila Pan-Americana de Guadalajara, acusou neste sábado o Comitê Organizador de despejar águas residuais em uma área protegida.

De acordo com as autoridades ambientais do México, a capacidade das plantas de tratamento foi excedida, o que fez com que “fossem despejadas águas sanitárias residuais na área natural protegida” da floresta La Primavera, que cerca a Vila.

A Vila recebeu 6.003 atletas e delegados durante os Jogos Pan-americanos de Guadalajara, que terminaram no dia 30 de outubro.

Em sua denúncia, Zapopan argumentou que os despejos efetuados desde os primeiros dias de atividade da Vila trariam “dano iminente ao equilíbrio ecológico e riscos à saúde pública”.

As inspeções constataram que as plantas de tratamento funcionavam “em 20% de sua capacidade e o excedente foi despejado em um leito natural e na canaleta de água pluvial”, descumprindo as normas ambientais.

A Prefeitura de Zapopan determinou o fechamento das duas plantas existentes na Vila, construída para receber no máximo três mil habitantes.

O coordenador de infraestruturas do Comitê Organizador, Hugo Rodríguez, negou à imprensa que haja um dano ecológico, alegando que o terreno próximo à Vila não é uma floresta.

O Governo do Estado de Jalisco minimizou o assunto e considerou um “equívoco da administração da Vila despejar os resíduos”, e confirmou que vai trabalhar para que tudo esteja em funcionamento para os Jogos Parapan-Americanos.

Aproximadamente 1.500 atletas do continente participarão dos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, que começa em 12 de novembro.

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