Não, a antiga Andressa Urach não voltou. Apesar de ter reaparecido com os longos cabelos louros e unhas vermelhas, a apresentadora ressaltou nesta sexta-feira (30) que não quer e não vai voltar a ser quem era. Em um longo texto, explicou o que a fez se afastar da igreja: “me sentindo como um objeto descartável, nunca me senti assim nem no tempo da prostituição”.

Urach, que retomou a carreira de modelo nesta semana, abriu o coração no Instagram e afirmou que passou por uma grande decepção nos últimos meses. O transtorno a afetou a ponto de não conseguir mais estudar: “vou ter que trancar a faculdade de jornalismo, pois não tenho cabeça para pensar sobre isso”, completou.

Dediquei meus últimos 6 anos da minha vida para Jesus como todos sabem, mas acabei me sentindo como um objeto descartável, nunca me senti assim nem no tempo da prostituição. Sei que Jesus não tem nada haver com isso e a obra de Deus é feita por pessoas falhas. Fui excluída de grupos fazendo eu me sentir como se eu tivesse ‘demônios’ por deixar de fazer parte da instituição. Se eu falasse tudo que aconteceu comigo nesses últimos anos vocês se escandalizariam e eu teria virado ateia”, explicou.

No entanto, reafirmou ter ficado “de frente com a morte” em 2014, o que a fez manter sua fé, “sei que Jesus é vivo”.

Urach continuou: “hoje como todos sabem tenho contrato com a Record aqui no Rio Grande do Sul e dependo financeiramente do meu salário e o mesmo vai até março do próximo ano. (Se eles não me demitirem até lá), como já fizeram da outra vez que estava em São Paulo quando desobedeci a orientação que recebi e casei com o pai do meu filho. A questão em pauta é… Amo a igreja, mas não consigo mais ir na igreja, peguei ranço, pois falam que uma vez afastado ficamos 7 vezes piores do que quando chegamos. Então não quero ficar ouvindo isso! Isso está me fazendo mal. Não quero e não vou voltar a ser quem eu era”.

A apresentadora possui Transtorno de Personalidade Borderline, caracterizado por sintomas como flutuações extremas no humor, instabilidade nas relações, medo de abandono, picos de raiva e dificuldade em controlar este sentimento e impulsividade. De acordo com Andressa, seu quadro é controlado, mas desde que parou de frequentar a igreja, “voltei a tomar uns remédios para me acalmar e controlar minhas crises de ansiedade que voltaram essa segunda-feira. E preciso controlar minha impulsividade e principalmente a minha raiva!”

Em seu texto, ela expõe que está tentando reaver as doações feitas nos últimos anos à igreja, mas até o momento não obteve retorno. “Não queria entrar na justiça”, diz.

“Mas não estou bem, estava vulnerável na época e não pensei no futuro do meu filho e muito menos no meu, estava em uma fase muito frágil e ainda estou, então vou voltar aos meus tratamentos”, desabafou.

Andressa já havia feito um vídeo criticando os religiosos que a julgavam. “Então, meu querido amigo irmão, sabe por que as pessoas muitas vezes saem da igreja? Porque dentro das igrejas estão os piores demônios”, disse na ocasião.

 

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Gente eu não escondo nada de ninguém. Nos últimos meses passei por uma decepção tão grande,que literalmente rasgou meu coração, não consegui nem estudar, vou ter que trancar a faculdade de jornalismo, pois não tenho cabeça para pensar sobre isso. Dediquei meus últimos 6 anos da minha vida para Jesus como todos sabem, mas acabei me sentindo como um objeto descartável, nunca me senti assim nem no tempo da prostituição. Sei que Jesus não tem nada haver com isso e a obra de Deus é feita por pessoas falhas. Fui excluída de grupos fazendo eu me sentir como se eu tivesse “demônios” por deixar de fazer parte da instituição. Se eu falasse tudo que aconteceu cmg nesses últimos anos vocês se escandalizariam e eu teria virado ateia. Mas graças a Deus no hospital em 2014 estive de frente com a morte e passei por uma experiência pessoal com Deus e sei que Jesus évivo. Hoje como todos sabem tenho contrato com a Record aqui no Rio Grande do Sul e dependo financeiramente do meu salário e o mesmo vai até março do próximo ano. (Se eles não me demitirem até lá), como já fizeram da outra vez que estava em São Paulo quando desobedeci a orientação que recebi e casei com o pai do meu filho. A questão em pauta é… amo a igreja, mas não consigo mais ir na igreja, peguei ranço, pois falam que uma vez afastado ficamos 7 vezes piores do que quando chegamos. Então não quero ficar ouvindo isso! Isso está me fazendo mal. Não quero e não vou voltar a ser quem eu era. Estou voltando aos meus tratamentos psiquiátricos, pois sou uma boderline controlada. Enquanto estava na igreja estava tudo sobre controle, mas agora que não estou mais indo na igreja, voltei a tomar uns remédios para me acalmar e controlar minhas crises de ansiedade que voltaram essa segunda-feira. E preciso controlar minha impulsividade e principalmente a minha raiva! Conversei amigavelmente com a igreja para eles me devolverem as doações que fiz nos últimos anos, mas infelizmente não tive retorno ainda, não queria entrar na justiça. Mas não estou bem, estava vulnerável na época e não pensei no futuro do meu filho e muito menos no meu, estava em uma fase muito frágil e ainda estou,então vou voltar aos meus tratamentos

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